62ª Assembleia da CNBB

4º Dia da Assembleia: Alinhando a escuta e costurando as Diretrizes Gerais

 

Foto: Jaison Alves da Silva

Neste sábado, 18 de abril, quarto dia da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os bispos celebraram a Eucaristia às 7h, na Basílica de Aparecida. Presidiu a celebração o arcebispo primaz do Brasil, Cardeal Sergio da Rocha. Foram homenageados os bispos jubilandos em 2026.

Dom Sérgio lembrou que a oração trazia presentes todos os jubilares e suas dioceses, o Papa Leão XIV na África e a paz. Disse ainda o cardeal: “Confiar, esperar... a certeza da graça de Deus nos fortalece... Necessitamos sempre de Jesus na barca para com Ele chegar à margem... para ir ao encontro dos pobres e sofredores”.

Missa do 4º dia da Assembleia:

Trabalhos da Assembleia

Hoje, os bispos iniciaram a análise e os acréscimos ao texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). Os bispos dos 19 regionais da CNBB se reúnem para escuta e apresentação de emendas ao documento.

Foto: Fiama Tonhá

Terceira Coletiva de Imprensa

Às 10h, os bispos atenderam à imprensa com o tema das Diretrizes Gerais. Participaram da coletiva o presidente do grupo de trabalho de redação do texto das Diretrizes, Dom Leomar Brustolin; e o bispo de Santo André (SP) e também integrante do grupo que sistematizou o texto do tema central, Dom Pedro Carlos Cipollini.

Dom Leomar iniciou apresentando o tema: "Diretrizes são linhas da ação evangelizadora. Estão sendo definidas. São um caminho para as comunidades. Tiveram um período de escuta de 4 anos. São construídas de forma sinodal. A Igreja quer evangelizar como Igreja sinodal, alimentada pela Palavra e os sacramentos. As diretrizes são um serviço às dioceses, ao povo, à unidade na evangelização".

Participação dos jornalistas

Uma das perguntas dos jornalistas dizia respeito a “como evangelizar uma sociedade violenta, polarizada, em guerra”.

Dom Leomar comentou que as Diretrizes partem da realidade. Deu como exemplo a Campanha da Fraternidade, que sempre enfoca questões sociais. Disse que a construção da cultura da paz é indispensável.

Foto: Fiama Tonhá

Dom Cipollini disse que a proposta da Igreja é Jesus Cristo. A evangelização é unida à promoção humana. Citou a Evangelii Nuntiandi, de Paulo VI. A Igreja não impõe; ela propõe, mas não pode manipular a mensagem de Jesus. É impossível conhecer a história do Brasil sem a ação da Igreja — por exemplo, as primeiras escolas, lembrou.

Um jornalista perguntou: “Vivemos num mundo secularizado, onde muitos enxergam Jesus não como Salvador, mas como um super-herói. Como as Diretrizes procuram dialogar com estas pessoas?”

Dom Leomar disse: "O secularismo é muito forte. As pessoas não têm encontrado este super-herói e a prosperidade que lhes prometem... Está crescendo o número de batizados adultos no Brasil e também em outros países. Os católicos estão voltando ou se convertendo ao catolicismo, porque só prometemos o que Jesus promete. Não podemos manipular a mensagem. A Igreja é ainda uma força diferencial na sociedade e nas questões religiosas..."

Outra pergunta: “Este processo sinodal começou com o Papa Francisco e continua com o Papa Leão. Qual a diferença?”

Dom Cipollini respondeu: "A diferença é o temperamento de cada um... A igualdade é a fidelidade ao Evangelho. Ambos pregam: o Reino de Deus é paz, justiça, fraternidade, partilha dos bens. Tanto o Papa Francisco como o Papa Leão pregam isto. Há uma continuidade nos dois, como o Papa João XXIII e o Papa Paulo VI realizaram o Concílio", lembrou o bispo.

Confira a Coletiva de Imprena na íntegra

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