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Ano Novo sem superstição: o que a Igreja diz sobre as simpatias?

Religioso orienta sobre a postura católica diante das promessas de sorte e prosperidade que se multiplicam no réveillon

Foto:Pexels

À medida que o ano se encerra, multiplicam-se as simpatias e rituais que prometem sorte, prosperidade, amor e paz. Pular sete ondas, guardar caroço de romã na carteira, vestir branco ou apoiar o pé direito no chão assim que o relógio marca meia-noite são costumes populares que atravessam gerações. 

Mas, diante de tantas práticas simbólicas, surge a pergunta: como a Igreja Católica enxerga essas simpatias de Ano Novo e qual deve ser a postura do cristão?

Foto: Arquivo pessoal

Para o Frei Marlom Moreira, carmelita licenciado em Filosofia, bacharel em Teologia e pós-graduado em Psicologia Vocacional, a resposta passa pelo cuidado com o imediatismo e pela busca de uma fé mais profunda.

Entre o desejo e o imediatismo

Segundo o religioso, o final do ano civil costuma despertar expectativas de mudança e novos começos. No entanto, muitos desses desejos vêm acompanhados de uma urgência exagerada: “Vivemos um imediatismo social, o famoso ‘para ontem’. É nesse contexto que surgem as simpatias e superstições, que nada mais são do que colocar nossas vontades acima de tudo”, explica.

Frei Marlom afirma que a Igreja recomenda atenção a essas práticas justamente porque colocam o foco no próprio poder humano, e não na confiança em Deus. “Em nossa vida, devemos ter confiança em Deus e agir segundo a vontade d’Ele, não apenas a nossa”, enfatiza.

A postura do cristão

Diante das inúmeras “soluções mágicas” de Ano Novo, que prometem desde o amor ideal até o dinheiro desejado, o cristão é convidado a trilhar outro caminho. “O católico deve sempre confiar em Deus ‘com todo o seu coração e com toda a sua alma’ (Dt 6,5)”, destaca frei Marlom.

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Essa confiança não é passiva: trata-se de pedir a Deus o dom da fé e a graça de confiar em sua Divina Providência, que nunca falha. Com essa postura, o fiel se torna capaz de lidar tanto com alegrias quanto com frustrações, sem depositar expectativas em rituais que prometem controlá-las. “Seguimos nesta terra em busca do Reino definitivo, a pátria celeste. É com essa certeza que encaramos cada novo ciclo”, defende.

O que realmente importa no Ano Novo

Para além de simpatias e tradições populares, o religioso aponta aquilo que realmente importa ao cristão nesta época do ano. “O necessário é buscar uma profunda reflexão dos atos realizados durante o ano e reconhecer as faltas cometidas, com o propósito de uma conversão e transformação de vida”, afirma.

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Ele destaca ainda a importância de pedir a Deus três elementos fundamentais: a virtude da fé, a graça da confiança sincera e um coração generoso. “Cumprindo isso, colocamos em prática a graça batismal recebida e não temeremos nenhum mal. Aqueles que confiam no Senhor não serão confundidos”, recorda.

Desta forma, o cristão não precisa recorrer a práticas “muitas vezes vazias” que colocam a vontade humana acima da vontade de Deus. A renovação verdadeira vem da fé, do exame de consciência e da abertura para um novo ano vivenciado na confiança e esperança cristã.

Tenha um Feliz Ano Novo, na presença de Cristo!

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