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Elas são as grandes responsáveis pela alfabetização no Brasil. Muitas ganharam destaque nos esportes, conquistaram seu espaço no mundo dos negócios e empreendedorismo.
Elas são cientistas, pesquisadoras, autoras, comunicadoras... Atuam no terceiro setor, nas artes, na área de tecnologia, de preservação ambiental, de defesa dos direitos civis e ainda dão conta de serem mães, amigas e filhas dedicadas.
A pianista Chiquinha Gonzaga (1847-1935), a psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999), a pintora Tarsila do Amaral (1886-1973), a poetisa Cora Coralina (1889-1985) e Irmã Dulce (1914-1992) são alguns exemplos de brasileiras que foram ícones nas suas áreas de atuação e merecem ser lembradas.
Ao pensar numa mulher de destaque ao longo da história do nosso país, que nome vem à sua mente? Pedimos para algumas mulheres influentes, cujas atuações estão ajudando a contar a história do Brasil, responderem a seguinte pergunta: Que mulher (brasileira) merece ser homenageada neste Dia Internacional da Mulher? Por quê?
Confira as respostas e inspire-se nos exemplos destas grandes mulheres e suas jornadas!
Avanços na medicina brasileira
Ela é médica pneumologista, pesquisadora da Fiocruz, membro titular da Academia Nacional de Medicina e presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Dra. Margareth Pretti Dalcolmo foi a porta-voz da ciência durante a pandemia de Covid-19 e exerceu papel fundamental combatendo informações falsas.

Dra. Margareth Pretti Dalcolmo. Foto: Arquivo Pessoal
Dalcolmo foi a primeira secretária da Comissão Anti-tabagismo do Ministério da Saúde e atualmente destaca a luta contra a regularização do cigarro eletrônico. Defende a regularização e a incorporação de vacinas no calendário para adultos e crianças e luta pela aprovação dos medicamentos, chamados de terapia tripla para fibrose cística. Ela ainda é consultora da Organização Mundial da Saúde (OMS) e mantém sua coluna quinzenal no jornal O Globo.
- Que mulher a Dra Margareth Dalcolmo quer homenagear neste Dia Internacional da Mulher?

Dra. Eliete Bouskela. Foto: SBCAT
“Dra. Eliete Bouskela, titular da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), a primeira mulher médica eleita presidente da Academia Nacional de Medicina em seus 194 anos de existência”.
Os feitos da Dra. Bouskela não param por aí: ela é diretora científica da FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro), membro da Academia Brasileira de Ciências e a primeira mulher brasileira a integrar a Academia de Medicina da França.
Neurociência para todos
Claudia Feitosa-Santana é doutora em Neurociências e Comportamento, mestre em psicologia experimental pela USP (Universidade de São Paulo) e fundadora da "Neurociência para Desenvolvimento Humano". Com pós-doutorado em Neurociências Integradas pela Universidade de Chicago, foi professora na The School of The Art Institute of Chicago (SAIC), a segunda melhor escola de belas artes do mundo. É divulgadora científica, pesquisadora e estuda neurociência aplicada a diversas áreas, da percepção à tomada de decisão.

Claudia Feitosa-Santana. Foto: Arquivo Pessoal
- Que mulher a Claudia Feitosa-Santana quer homenagear neste Dia Internacional da Mulher?
“Suzana Herculano-Houzel, a melhor neurocientista dentre todos os brasileiros, não apenas entre mulheres”.

Suzana Herculano-Houzel. Foto: Reprodução Site
Suzana é bióloga e neurocientista. É reconhecida internacionalmente como uma das principais pesquisadoras sobre a evolução do cérebro. Professora associada aos departamentos de Psicologia e Ciências Biológicas da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, onde leciona desde 2016, é a primeira brasileira a receber o Scholar Award da Fundação James S. McDonnell.
Seus principais campos de pesquisa são a evolução da diversidade do cérebro e como o cérebro humano se compara aos outros, a chamada neuroanatomia comparada. Ela também é a primeira mulher editora-chefe do The Journal of Comparative Neurology.
Invista nas mulheres
No Dia Internacional da Mulher 2024, as Nações Unidas celebra o tema “Invista nas mulheres: Acelere o progresso”.
A campanha aborda as muitas crises em curso no mundo que vão desde conflitos geopolíticos até níveis crescentes de pobreza e os impactos escalonados das mudanças climáticas.
Esses desafios só podem ser abordados por soluções que empoderem as mulheres. Ao investir nas mulheres, provocamos mudanças e aceleramos a transição para um mundo mais saudável, seguro e igualitário.
Para garantir que as necessidades das mulheres sejam consideradas, os governos devem priorizar o financiamento sensível ao gênero e aumentar os gastos públicos com serviços essenciais e proteção social. É preciso reconhecer e considerar a contribuição vital que as mulheres dão às economias em todo o mundo através do trabalho de cuidado (remunerado e não remunerado).
Elas gastam cerca de três vezes mais tempo em trabalho de cuidado não remunerado do que os homens e, se fosse atribuído um valor monetário a essas atividades, elas representariam mais de 40% do PIB (Produto Interno Bruto).
Investir nas mulheres e defender a igualdade de gênero impulsiona um futuro em que todos podem prosperar na sociedade, criando um mundo de oportunidades ilimitadas para todos.
