
Foto: Juliene Barros/Paulinas-COMEP
A história da música católica brasileira é construída por artistas que fizeram da própria voz um instrumento de evangelização. Maria Aparecida de Moraes, a Cidinha Moraes, foi uma dessas pessoas.
Cofundadora e integrante do Vida Reluz, ela dedicou mais de três décadas à música católica, participando de gravações, shows e grandes eventos da Igreja no Brasil. Sua história está diretamente ligada à trajetória de um dos grupos que ajudaram a marcar a música católica a partir dos anos 1990.
Uma história que começou com música e fé
O percurso da banda Vida Reluz começou em São José dos Campos (SP), em meados dos anos 1980, quando um grupo de jovens ligado à Sociedade de São Vicente de Paulo se reunia para momentos de oração, estudo da Bíblia, música e evangelização.
Entre os integrantes estavam Cidinha Moraes e Walmir Alencar, que posteriormente estariam entre os fundadores do Vida Reluz. A música surgiu, desde o início, ligada à experiência de fé e de comunidade.
Em 1995, o Vida Reluz lançou seu primeiro álbum pela Paulinas-COMEP, o famoso “CD azulzinho Vida Reluz”, apresentando ao público canções que continuariam presentes na vida de muitos católicos.
Entre elas estava Quem não te louvará?, de Rodolfo Ribeiro, com Cidinha como solista. Alguns anos depois, no álbum Deus Imenso, ela também assumiu o solo de O Senhor está presente, de Walmir Alencar. Em Quem é Filho de Deus, participou ao lado de outros integrantes, como uma das vozes da gravação.
Uma voz presente na história da música católica
Cidinha participou de centenas de apresentações pelo Brasil e de importantes eventos da Igreja, entre eles a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, com a presença do Papa Francisco, o Bote Fé e o Círio de Nazaré, em Belém do Pará.
Também esteve em diferentes projetos e gravações de DVDs, como “Conheço um Coração”, de Padre Joãozinho, scj, e em produções comemorativas da Paulinas-COMEP.

Foto: Juliene Barros/Paulinas-COMEP
Além do trabalho com o Vida Reluz, atuou como backing vocal em produções de artistas como Padre Joãozinho, scj, Padre Fábio de Melo, Jonny Mendes, entre outros.
Sua voz, portanto, esteve presente tanto nos momentos em que ocupava o papel de solista quanto naqueles em que contribuía para a construção vocal de outras gravações.
A música também como formação
Cidinha era formada em Licenciatura em Música pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) e em técnica vocal pela Casa de Cultura de São José dos Campos.
Além de cantora e intérprete, trabalhou como professora de técnica vocal, levando para o ensino a experiência acumulada nos palcos e estúdios.
Em declarações a meios de comunicação, Cidinha falou sobre a responsabilidade de utilizar a música para anunciar o amor de Deus e fazer do próprio dom um instrumento de evangelização. Também destacava o cuidado necessário com a voz, entendida como um dom que precisava ser cultivado.
Uma trajetória ligada à Paulinas-COMEP
A relação de Cidinha com a Paulinas-COMEP atravessou boa parte de sua trajetória musical. Com o Vida Reluz, participou de mais de dez álbuns lançados pela gravadora, além de diversas participações especiais.

Foto: Juliene Barros/Paulinas-COMEP
O grupo recebeu importantes reconhecimentos ao longo de sua história, incluindo discos de ouro, e tornou-se referência na música católica brasileira.
Em 2025, o Vida Reluz lançou Mar de Vitórias, reunindo Cidinha Moraes, Rosana De Pádua e Rafinha Oliveira nos vocais, além de Alexadre Saes (violão), Paulinho Oliveira (sax) e Cristiano Araújo (teclados). No álbum, Cidinha participou da gravação de Rio de Misericórdia, de Padre Reginaldo Carreira. Em entrevista ao Universo Paulinas, contou que essa foi a música do projeto que mais a tocou, destacando a experiência de gravação como um momento de entrega e oração.
Uma voz que continua nas canções
Ao longo de mais de 30 anos, Cidinha ajudou a construir a identidade vocal do Vida Reluz e participou de um repertório que atravessou diferentes gerações.
Hoje, ouvir essas músicas também é uma maneira de homenagear a Cidinha e agradecer pelo trabalho que realizou.
Sua trajetória deixa uma contribuição importante para a música católica brasileira: a de uma cantora que colocou sua formação, sua técnica e seu talento a serviço da evangelização durante décadas.
Que Deus acolha Cidinha Moraes e receba tudo aquilo que ela ofereceu por meio de sua voz!
