
Foto: Fiama Tonhá
Na 62ª Assembleia, terça-feira, 21 de abril, no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho, os bispos celebraram, às 8h, as “Laudes”, conduzidas pelo bispo de Garanhuns (PE), Dom Agnaldo Temóteo da Silveira.
Nas duas sessões previstas para a parte da manhã, foram apreciados pelos bispos os seguintes temas:
• Tutela de menores e adultos vulneráveis;
• Celebração ecumênica.
Tutela de menores
• Refletiram sobre as Orientações da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores da Santa Sé sobre a política de proteção e cuidado nos espaços eclesiais.

Foto: Fiama Tonhá
• Às 10h15, foi feita a assinatura do Protocolo de Intenções entre a Pontifícia Comissão de Tutela de Menores, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).
• Os bispos continuaram a tratar das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.
Coletiva de Imprensa, às 10h30 A coletiva abordou elementos concretos sobre a tutela de menores e avanços no cuidado e na proteção no âmbito eclesial. Participaram:
• Cardeal Jaime Spengler: arcebispo de Porto Alegre, atual presidente da CNBB e também do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM), que ajudará a compreender o horizonte mais amplo da missão da Igreja.
• Dom Wellington de Queiroz Vieira: bispo de Cristalândia (TO) e presidente da Comissão Especial da CNBB para a Tutela de Menores e Adultos Vulneráveis.
• Irmã Maria do Desterro: presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), responsável por coordenar o núcleo Lux Mundi para a implementação e o fortalecimento das políticas de proteção.
Foram abordadas as seguintes questões:
Preocupação e abordagem da prevenção dos abusos: “A questão dos abusos é delicada e traz muita dor e vergonha", disse Dom Spengler. Há cerca de 25 anos, este tema tem surgido em vários ambientes e preocupa social e eclesialmente, afirmou o cardeal.
"Os abusos são sempre uma tragédia. A pessoa abusada leva marcas por toda a sua vida psíquica, de fé e social. A Igreja Católica se preocupa e reconhece que o problema é muito mais amplo. Envolve a proteção das pessoas: os menores e a pessoa vulnerabilizada”, ressaltou Dom Wellington.
Religiosos(as) estão cuidando
A presidente da CRB falou do legado do Papa Francisco, ao recordar um ano de falecimento: “Quando celebramos a páscoa do Papa Francisco, lembramos que ele nos convidou para abraçar esta causa. Hoje assinamos o protocolo. Este tema será sempre uma ferida. Há cinco anos que estamos empenhadas, como vida consagrada, com o núcleo Lux Mundi, cuidando das feridas e da prevenção dos abusos sexuais e de outras naturezas. Precisamos sempre ter este olhar de misericórdia para as pessoas que sofrem os abusos", disse Irmã Maria do Desterro.
A presidente também falou das mulheres agredidas, violentadas e maltratadas, e comentou sobre a preocupação da Vida Religiosa Consagrada, presente em todo o Brasil, com a questão do abuso contra a mulher.
Sobre os abusadores: “Setenta por cento dos abusos acontecem dentro de casa, por pessoas conhecidas e de confiança. Aquele que é discípulo de Jesus não abusa, não violenta, porque é capaz de amor. A Igreja tem uma Comissão ampla que dá suporte na comunidade local, seja na proteção, seja no cuidado dos menores. Temos protocolos de ação que vão nortear o modo de agir", comentou Dom Wellington.
Falou-se também sobre "como romper a cadeia do abuso" e como criar estruturas para resolver a questão.
Confira a íntegra da Coletiva de Imprensa no vídeo abaixo:
Celebração Ecumênica: Às 11h40, a CNBB recebeu e celebrou com as lideranças de Igrejas Cristãs que integram o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC).

Foto: Jaison Alves
Sessões da tarde
• Os bispos aprovaram a Mensagem à Igreja e aos seus diversos ministérios.
• Trabalharam no processo de atualização do Documento 85 da CNBB, que aborda a Evangelização da Juventude no Brasil.
Celebração Eucarística pelo cuidado com a criação.
Às 18h, na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, ocorreu a Missa presidida pelo arcebispo de São Luís do Maranhão (MA), Dom Gilberto Pastana de Oliveira, membro da Comissão Especial para a Amazônia da CNBB.
