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Como as novas diretrizes da CNBB vão transformar a pastoral na sua diocese 

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para os próximos seis anos

Foto: Site CNBB

A Igreja Católica no Brasil assume a imagem de uma tenda de encontro e recepção do Sínodo. 

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) são o principal instrumento de implementação do Sínodo. Para expressar o espírito que move a ação evangelizadora, surge o convite: “Alarga o espaço da tua tenda” (Isaías 54, 2). A tenda precisa “ser comunidade que se alarga, escuta os sinais dos tempos, faz o discernimento para a conversão pastoral e sai em missão”.

Para que as Diretrizes

As Diretrizes Gerais da Igreja no Brasil de 2026 a 2032 foram aprovadas dia 23 de abril, na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na ocasião, o presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, apresentou a estrutura do texto das diretrizes, aprovado no dia anterior.  

Foto: Site CNBB

São a expressão e fruto da unidade pastoral da Igreja. Resultado do trabalho dos bispos, elas oferecem direção para o desenvolvimento do que caracteriza a Igreja: evangelizar!

As atuais diretrizes valem para o período de 2026-2032 e foram aprovadas na 62ª Assembleia Geral da CNBB a partir de ampla escuta às dioceses, organismos e pastorais da Igreja.

Após aprovadas, elas foram publicadas pelas Edições CNBB na coleção “Documentos das CNBB”, número 114.

Igreja, tenda que reúne o povo em missão

Foto: Pexels

O parágrafo 66 do documento 114 assim define a Igreja: “A Igreja, como tenda armada no meio dos povos, não é apenas uma organização humana, mas um mistério que nasce do coração da Santíssima Trindade. Ela se fundamenta no desígnio amoroso do Pai, na missão do Filho e na efusão do Espírito Santo (LG 2-4). Por isso, a tenda se torna sinal do Reino que, já estando entre nós, também virá, reunindo na unidade a diversidade dos dons e enviando discípulos missionários para os caminhos do mundo.”

Quem implementa as Diretrizes

Compete a cada Igreja local — arquidiocese, diocese ou prelazia, organismos e pastoral da Igreja — considerar cuidadosamente as DGAE nos seus processos sinodais de assembleia em vista da elaboração dos Planos Diocesanos de Pastoral. Estes devem ser a concretização das diretrizes no território da Igreja local.

Também os organismos do Povo de Deus, as associações e irmandades, as novas comunidades, as escolas católicas, os meios de comunicação de inspiração católica devem se dedicar ao estudo das diretrizes em vista da aplicação nas suas respectivas atividades.

Foto: Pexels

Desafios da Evangelização hoje

Diante dos desafios do nosso tempo — a cultura do individualismo, a polarização que transforma o opositor em inimigo, a desinformação, os impactos das novas tecnologias e da inteligência artificial, o descaso pela Casa Comum e o esquecimento dos pobres —, as Diretrizes convidam a escutar os sinais dos tempos e a interpretá-los à luz do Evangelho. Trata-se de humanizar, e não temer, a tecnologia; de cultivar o discernimento que distingue a verdade do erro; e de fazer da Igreja hospital de campanha e abrigo dos pequenos.

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Relação das diretrizes com o caminho sinodal

As DGAE caminham em ritmo sinodal: comunhão, participação e missão, e propõem a conversão das relações. Caminhar juntos, escutar e discernir é o modo de alargar os espaços da tenda, sustentada por estacas firmes na fé, da esperança, alimentados pela caridade.

Em todo o processo, a CNBB assumiu uma postura sinodal com ampla escuta de todo o povo de Deus e a utilização da Conversação no Espírito.
Somos Igreja una na sua pluralidade

Una porque é a mesma Igreja Católica Apostólica Romana presente nas suas mais de 280 dioceses, nos 19 Regionais e nos diversos organismos do Povo de Deus — CNBB, CNP, CND, CRB, CNLB, CNISB — presentes no território brasileiro. É plural, pois desde que “o Verbo se fez carne e veio morar entre nós” (Jo 1,14), a Igreja, que nasceu da Trindade, se encarna como o Verbo nos diversos territórios e suas culturas. 

 

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