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Imagine rolar o feed das suas redes sociais e ver um médico altamente respeitado, como o Dr. Drauzio Varella, recomendando um suplemento inovador e infalível para o tratamento da diabetes.
A familiaridade do rosto traz conforto imediato, mas a realidade por trás da tela é perigosa: trata-se de um golpe financeiro e de saúde. Para milhões de pessoas, a esperança de um alívio rápido acaba mascarando os riscos dessa fraude criminosa.
O uso indevido da imagem de pessoas famosas
Com o avanço das ferramentas de edição e da inteligência artificial, golpistas conseguem criar anúncios fraudulentos extremamente convincentes. Eles manipulam e sequestram a imagem e a voz de médicos renomados e figuras públicas para endossar a venda de produtos sem qualquer eficácia.

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Essa prática não apenas lesa o consumidor financeiramente, mas também ataca de forma covarde a reputação dessas personalidades, que passaram décadas construindo um legado de confiança, ética e credibilidade baseada na ciência.
O impacto da fraude na confiança pública
O prejuízo causado por essas campanhas enganosas vai muito além do rombo no bolso. Quando o público é enganado por anúncios que utilizam indevidamente a imagem de médicos famosos, a credibilidade de toda a comunidade médica e científica é colocada em xeque.
Pacientes vulneráveis e desesperados muitas vezes são induzidos a abandonar tratamentos clinicamente comprovados para apostar nessas "pílulas mágicas". Esse desvio pode atrasar diagnósticos corretos, agravar doenças preexistentes, causar danos ao organismo e, em situações mais graves, custar vidas.

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Sinais de que a propaganda é falsa
Para não cair nessas armadilhas digitais, é essencial manter o senso crítico apurado. Ao deparar-se com esse tipo de anúncio, observe atentamente os seguintes indicadores de fraude:
- Promessas de resultados milagrosos: Ofertas de curas "rápidas", "definitivas" ou garantias de ausência de efeitos colaterais para doenças crônicas ou complexas.
- Linguagem exagerada e urgência: Uso de frases apelativas que forçam uma compra por impulso, como "últimos frascos no estoque", "o segredo que a indústria esconde" ou "oferta por tempo limitado".
- Falta de fontes confiáveis: Anúncios que direcionam para sites de procedência duvidosa, sem informações claras de contato, CNPJ da empresa fabricante ou registro técnico.
- Alterações visuais e sonoras (Deepfakes): Vídeos em que o áudio parece levemente dessincronizado com os lábios da celebridade, ou em que a voz soa artificial, monótona ou robótica.
- Links perigosos: Redirecionamento para páginas que imitam de forma precária portais de notícias famosos para tentar dar uma roupagem de reportagem jornalística à propaganda.
O que fazer se você encontrar uma propaganda falsa?
A informação e a vigilância ativa são as melhores ferramentas contra os golpistas. Se você encontrar anúncios suspeitos utilizando a imagem de figuras públicas, não clique nos links, não compartilhe a postagem e jamais forneça dados pessoais ou informações bancárias.

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O primeiro e mais imediato passo é usar o botão de denunciar postagem na própria rede social (como Instagram, Facebook ou YouTube), indicando fraude ou golpe.
Depois, se estiver em dúvida sobre a eficácia de um produto, consulte os canais oficiais do médico citado; frequentemente, esses profissionais publicam notas de esclarecimento alertando seus seguidores. Caso você ou um familiar tenha sido vítima e efetuado uma compra, registre imediatamente um boletim de ocorrência e acione o seu banco e os órgãos de defesa do consumidor.
Desconfiar de soluções fáceis na internet não é pessimismo, é uma medida indispensável de autocuidado e proteção à saúde.
Gabriel Carvalho dos Santos, mestre em Direito da Sociedade da Informação pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo (FMU). Advogado público do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (CIS-COMCAM). Contato: [email protected].
