
Foto: Rafa Neddermeyer
De 10 a 21 de novembro de 2025, Belém (PA) será palco de um dos encontros mais esperados do cenário internacional: a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). O evento reunirá governos, especialistas, sociedade civil, setor privado e organizações internacionais em torno de um objetivo comum: transformar compromissos em ações concretas contra a crise climática.

O mascote oficial da COP 30 é o Curupira, um personagem do folclore brasileiro conhecido por ser o protetor das florestas. Foto: Ricardo Stuckert
Temas e eixos centrais
A COP30 terá como base os seis eixos da Agenda de Ação da:
- Energia, Indústria e Transporte
- Florestas, Oceanos e Biodiversidade
- Agricultura e Sistemas Alimentares
- Cidades, Infraestrutura e Água
- Desenvolvimento Humano e Social
- Questões Transversais
Esses eixos dialogam com os principais desafios globais: mitigação das mudanças climáticas, adaptação de comunidades e sistemas, financiamento climático (especialmente para países em desenvolvimento) e inovação tecnológica para uma economia de baixo carbono.

Foto: Rafael Medelima
“O encontro em Belém é um ousado convite ao mundo para se unir e ajudar a moldar o futuro. Cada dia temático conecta as negociações ao impacto real, oferecendo uma plataforma em que implementação, equidade e urgência se encontram”, destaca o embaixador André Corrêa do Lago, presidente designado da COP30.

Foto: Rafael Medelima
Dias temáticos: de adaptação à justiça climática
O calendário oficial da COP30 prevê dias temáticos que abrangem mais de 30 assuntos interligados. Entre os destaques:
- 10 e 11 de novembro: Adaptação, cidades, infraestrutura, água, resíduos, governos locais, bioeconomia, economia circular, ciência, tecnologia e inteligência artificial.
- 12 e 13 de novembro: Saúde, empregos, educação, cultura, justiça e direitos humanos, integridade da informação e trabalhadores. Também será apresentado o Balanço Ético Global, conectando equidade e governança climática.
- 14 e 15 de novembro: Energia, indústria, transporte, comércio, finanças, mercados de carbono e gases não-CO₂. O foco é apoiar a meta global de triplicar a energia renovável e dobrar a eficiência energética.
- 17 e 18 de novembro: Florestas, oceanos e biodiversidade, com ênfase na participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e juventudes, além de pequenos empreendedores.
- 19 e 20 de novembro: Agricultura, sistemas alimentares e segurança alimentar, pesca, agricultura familiar, turismo, gênero, mulheres e pessoas negras.
Um fórum de diálogo e soluções
A programação acontecerá nas Zonas Azul e Verde, reunindo diálogos de alto nível, eventos paralelos, apresentações de implementação e atividades culturais. A ideia é transformar a conferência em um espaço de negociação, inovação e cooperação prática.

Foto: Rafa Neddermeyer
Segundo Ana Toni, CEO da COP30, o objetivo é abrir espaço para todos: “Queremos que cientistas e estudantes, ministros e prefeitos, ativistas e artistas vejam onde se encaixam nessa agenda. Este calendário traz clareza aos participantes e impulso ao nosso movimento. A participação é poder”.
O Brasil no centro da agenda climática

Foto: Rafael Medeiros
Sediar a COP30 é uma oportunidade histórica para o Brasil reafirmar seu protagonismo climático. O país pretende destacar avanços em áreas como energias renováveis, biocombustíveis, agricultura de baixo carbono e preservação das florestas tropicais.
Ao sediar a conferência, Belém não só acolhe um encontro internacional de negociações, mas também se torna símbolo de que soluções globais passam pela Amazônia e pela capacidade coletiva de agir frente à emergência climática.
Leia também
- Igreja rumo à COP30: em defesa da justiça climática
- COP30: o que está em jogo na conferência climática de 2025
- COP30 e os livros para um futuro sustentável: histórias, saberes e ações pelo planeta.
