
Foto: Envato
Celebramos, em 29 de junho, o Dia do Papa. Esta data nos convida a refletir sobre a missão do Pontífice como sucessor de Pedro, o apóstolo considerado o primeiro Papa da história.
Em sintonia com essa celebração, católicos do mundo inteiro unem-se em oração pelo atual Santo Padre, expressando profunda gratidão pelo seu Ministério e liderança espiritual.
Essa data coincide com a Solenidade de São Pedro e São Paulo, considerados as grandes colunas da Igreja e da fé cristã. Enquanto Pedro é lembrado por sua liderança como o primeiro bispo de Roma, Paulo destaca-se por seu incansável ardor missionário na propagação do Evangelho.
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o Papa é o sucessor do Apóstolo Pedro, Vigário de Cristo e pastor de toda a Igreja na Terra. Por instituição divina, ele possui poder supremo, pleno e universal sobre a Igreja, exercendo-o livremente para o cuidado das pessoas (CIC 936-937).
Quem é o Papa?
O Papa, como Sucessor de Pedro, é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja. É o vigário de Cristo, cabeça do colégio dos Bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual, por instituição divina, tem poder pleno, supremo, imediato e universal (CIC 881-882).

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Primeiro Papa
Mais do que uma homenagem litúrgica, a data é um convite à reflexão sobre a missão do Papa como sucessor de Pedro, o apóstolo considerado o primeiro Papa, a quem Jesus confiou a missão de conduzir sua Igreja: “Por isso eu lhe digo: ‘você é Pedro, e sobre essa pedra construirei a minha Igreja, e o poder da morte nunca poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu.’” (cf. Mt 16,18-19).
Papa atual
O Papa Leão XIV é o 267º Papa da Igreja Católica. Ele foi eleito no dia 8 de maio de 2025, após a morte do Papa Francisco, eleito pelos Cardeais.
O lema do Papa Leão XIV é "In Illo uno unum", que em português significa "Nele que é Um (Cristo), nós somos Um".
Leão XIV é um Papa marcado por profunda experiência missionária, forte formação canônica e fidelidade à visão sinodal da Igreja. Ex-prefeito do Dicastério para os Bispos, seu nome surgiu como uma alternativa de consenso no conclave, reconhecido por unir sensibilidade pastoral, competência jurídica e compromisso com os povos da América Latina.

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Ingressou na Ordem de Santo Agostinho em 1977 e professou votos solenes em 1981. Possui sólida formação acadêmica: é bacharel em Matemática pela Villanova University, mestre em Teologia pela Catholic Theological Union (Chicago), e doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino, em Roma. Sua tese de doutorado versou sobre a autoridade dos priores locais na tradição agostiniana — já indicando sua atenção à sinodalidade e às mediações da autoridade na Igreja.
Enquanto atuava como cardeal, Leão demonstrou apoio aos refugiados.
Princípios expressos por Leão XIV
No dia 16 de maio, o Papa reafirmou diversos princípios da Doutrina Social da Igreja, como a sacralidade da vida humana desde a concepção (reiterando assim a posição da Igreja Católica em defesa da vida e contra o aborto) e a dignidade inalienável dos migrantes.
Em seu pronunciamento, Leão XIV também encorajou o diálogo inter-religioso e a busca pela paz, compreendidas como meios fundamentais para a construção de uma convivência pacífica entre os povos.
Pela primeira vez como Sumo Pontífice, falou sobre casamento, referindo-se à união estável entre homem e mulher como "fundamento" da família em uma sociedade "harmoniosa e pacífica".
Em 25 de novembro, foi publicado um documento aprovado pelo Papa chamado Una caro - Elogio à monogamia, no qual é defendido o caráter monogâmico do sacramento do Matrimônio, ao mesmo tempo em que se critica o crescimento da poligamia e do poliamor. O texto reforçou o entendimento da Igreja de que "basta apenas um cônjuge".
Esse debate sobre os rumos da família se insere em um contexto civilizacional muito mais amplo, já sinalizado na primeira encíclica do Papa Leão XIV, intitulada A Magnífica Humanidade (Magnifica Humanitas). Nela, o Pontífice adverte que a sociedade atual "encontra-se hoje perante uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos".
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