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ECA Digital: internet mais segura para crianças

Controle de idade, responsabilidade das plataformas e supervisão parental estão entre as principais mudanças

Foto: Pexels

O uso da internet por crianças e adolescentes cresce a cada ano, seja para estudar, jogar, assistir vídeos ou conversar nas redes sociais. Mas, junto das oportunidades, aumentam também os riscos: exposição a conteúdos inadequados, golpes, violência virtual, cyberbullying e exploração de dados pessoais.

Para enfrentar esses desafios, entrou em vigor no Brasil o chamado ECA Digital, uma nova legislação que amplia para o ambiente online a proteção já garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A proposta é tornar a internet mais segura para menores de idade e dividir a responsabilidade entre famílias, escolas, Estado e empresas de tecnologia. 

Mas afinal, o que muda na prática?

Maior controle sobre a idade dos usuários

Uma das mudanças mais comentadas é o fim da simples autodeclaração de idade em plataformas digitais. Ou seja: não bastará mais clicar em “tenho mais de 18 anos”.

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Empresas deverão criar mecanismos mais seguros de verificação de idade para impedir que crianças e adolescentes tenham acesso a conteúdos inadequados, como apostas, pornografia, bebidas alcoólicas e cigarros. 

Redes sociais terão mais responsabilidade

A nova lei aumenta a responsabilidade das plataformas digitais na prevenção de riscos. Redes sociais, aplicativos, jogos e serviços de vídeo deverão agir de forma mais rápida diante de conteúdos relacionados à violência, abuso, exploração sexual infantil e aliciamento. 

Além disso, as empresas precisarão investir em ambientes digitais mais seguros desde a criação de seus produtos, conceito conhecido como “segurança por padrão”. 

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Ferramentas de supervisão parental

Outro ponto importante é a exigência de ferramentas gratuitas e acessíveis para que pais e responsáveis possam acompanhar o uso da internet pelos filhos.

Os recursos deverão permitir, por exemplo:

·   monitorar tempo de tela; 

·   bloquear conteúdos inadequados; 

·   acompanhar autorizações de compras; 

·   configurar limites de uso. 

Segundo especialistas, a lei reforça que a proteção digital não depende apenas das plataformas, mas também do diálogo e da presença ativa das famílias na educação digital das crianças. 

Foto: Pexels

Mais proteção aos dados pessoais

O ECA Digital também limita práticas de coleta excessiva de dados e publicidade direcionada ao público infantojuvenil.

A legislação proíbe técnicas de rastreamento usadas para criar perfis comportamentais de crianças e adolescentes, reduzindo o uso comercial dessas informações pelas plataformas. 

Escolas ganham papel ainda mais importante

Embora a lei tenha foco nas empresas de tecnologia, especialistas destacam que escolas e educadores terão participação fundamental na formação digital das novas gerações.

A proposta reforça a necessidade de ensinar crianças e adolescentes sobre segurança online, uso consciente das redes sociais, privacidade e convivência respeitosa no ambiente virtual. Mais do que controlar o acesso à internet, o desafio passa a ser educar para o uso responsável da tecnologia.

Em um cenário cada vez mais conectado, o ECA Digital surge como uma tentativa de equilibrar inovação, liberdade e proteção, lembrando que o cuidado com crianças e adolescentes também precisa existir no mundo virtual. 

*com informações da Agência Brasil e do Governo Federal

 

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