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Jogos de tabuleiro ganham espaço e conquistam todas as idades

Setor cresce com lançamentos, convenções e usos pedagógicos, mostrando que diversão, aprendizado e socialização podem andar juntos

Foto: Pexels

Você sabia que mais de 300 jogos de tabuleiro são lançados por ano no Brasil? O dado da Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) mostra que o mercado nacional de jogos de mesa está em plena expansão, impulsionado pelo interesse crescente de diferentes faixas etárias e pela busca por formas de entretenimento que vão além das telas.

O segmento, que já vinha crescendo nos últimos anos, ganhou força durante o isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19. Famílias, casais e amigos redescobriram o prazer de se reunir ao redor da mesa, longe dos dispositivos eletrônicos, para interagir de maneira lúdica, estratégica e criativa. O setor também vem atraindo profissionais da educação, saúde e psicologia, que passaram a utilizar os jogos como ferramentas de desenvolvimento cognitivo e emocional.

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Comunidade brasileira de jogos de mesa

O interesse crescente pelos jogos de tabuleiro no Brasil levou ao fortalecimento de uma comunidade engajada e apaixonada, que se conecta em eventos, redes sociais e plataformas especializadas. Uma das principais referências é a Ludopedia, um portal colaborativo dedicado aos jogos analógicos. Além de funcionar como um banco de dados com resenhas, tutoriais e fóruns, a plataforma possui um marketplace próprio e promove o Prêmio Ludopedia, criado em 2014 para reconhecer os melhores jogos e conteúdos produzidos no Brasil.

Panorama geral da maior feira de jogos de tabuleiro da América Latina, o Diversão Offline. Foto: Divulgação DOFF

Outro reflexo do amadurecimento do setor é o Diversão Offline (DOFF), maior convenção de jogos de mesa da América Latina. O evento, que chegou à sua décima edição em 2025, reuniu mais de 13 mil visitantes no Expo Center Norte, em São Paulo, e se tornou um ponto de encontro fundamental para jogadores, editoras, criadores de conteúdo e desenvolvedores.

Renato Keiteris, autor de “Tutan Tumba”, “Athos Bulcão” e “Bandolleros”: satisfação ao ver as pessoas se divertindo. Foto: Divulgação

O designer gráfico e autor de jogos como “Tutan Tumba”, “Athos Bulcão” e “Bandolleros”, Renato Keiteris, conta que a feira conecta pessoas apaixonadas pelos jogos de tabuleiro, famílias em busca de diversão, educadores e profissionais da saúde que utilizam os jogos como ferramenta pedagógica. “A comunidade é muito acolhedora. Ali é possível fazer novas amizades, testar jogos e ficar por dentro dos lançamentos. Como autor, é uma tremenda satisfação ter contato direto com as pessoas e vê-las se divertindo com os jogos que criei”, afirma.

Muito além da diversão

Mais do que uma simples forma de lazer, os jogos de tabuleiro têm sido reconhecidos como ferramentas poderosas de aprendizagem e integração social. Em escolas, clínicas e centros terapêuticos, eles são utilizados para desenvolver habilidades como concentração, raciocínio lógico, empatia, cooperação, resolução de problemas e tomada de decisões.

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Segundo a neuropsicopedagoga, Renata Aguilar, os jogos de mesa oferecem um ambiente seguro e estruturado onde crianças e adultos podem explorar regras, limites e estratégias. “Além de estimular o cérebro, os jogos promovem interações significativas, favorecendo o desenvolvimento socioemocional e até mesmo o tratamento de questões como ansiedade, timidez e dificuldades de aprendizagem”, explica.

A tendência é que o mercado continue crescendo, com novos lançamentos, editoras independentes, financiamento coletivo de jogos nacionais e a abertura de mais luderias nas grandes cidades. No tabuleiro da vida real, o Brasil parece ter descoberto que, com dados e cartas na mão, é possível aprender, socializar e se divertir!

 

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