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Mãos postas e colo de Mãe: onde a devoção a Maria começa

Bem-aventurado Tiago Alberione. Foto: alberione.org

Um sacerdote muito conhecido, assim conta: "A mãe nos tinha consagrado todos a Maria, Rainha das Flores, logo que nascemos. Era fácil rezar a Maria quando éramos pequenos. Nossa mãe pegava nossas mãozinhas, colocava-as juntas e dizia: 'Ave Maria'. E nós, talvez um pouco distraídos, para dar alegria à mamãe, pronunciávamos as palavras". Quem faz este relato é o fundador da Família Paulina, o bem-aventurado Pe. Tiago Alberione, que terá a Mãe de Jesus como sua grande devoção, durante toda a sua vida, construindo-lhe o Santuário Basílica Nossa Senhora Maria Rainha dos Apóstolos.  No momento de sua morte, suas últimas palavras foram: "Ave Maria… Ave Maria".

Presença de Maria na vida da Igreja

Todos os fundadores de institutos religiosos tiveram Maria como presença insubstituível e protetora em suas vidas e obras. Também a maioria dos cristãos aprendeu, no berço e no colo das mães, a rezar a Maria e a encontrar em seus braços o seu Filho Jesus.

Sempre presente na vida do povo, nos documentos da Igreja, na Palavra de Deus, na Liturgia, na Catequese, nas bibliotecas, na arte, na música, a ternura de Maria começa na singeleza de canções como em “Mãezinha do céu”,  "Maria de Nazaré", do Padre Zezinho, scj,  e, também dele, nesta em que os pequenos pedem um "empréstimo"  à Mãe de Jesus:

Mãe de Jesus Maria
Me empresta, por favor
O teu coração!

O meu é pequeno demais
Para levar todo este amor
Que eu tenho para dar
Ao teu Jesus

O meu é criança demais
Pra dizer aquilo que eu queria
Pra Jesus de Nazaré

O meu vai crescer devagar
E se abrir a este amor
Que eu quero oferecer
Ao teu Jesus

 

A apresentação de Maria pode ser feita pela avó

Recordamos que, a cada viagem, o Papa Francisco visitava Maria na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
Sua devoção a Maria começou na infância, na fé de sua família italiana, especialmente sua avó Rosa. Ele aprendeu a rezar o terço e a Ave Maria em casa, cultivando um amor filial pela Virgem, que considera mãe e modelo de vocação.  Para Francisco, Maria auxilia no crescimento e nas decisões definitivas. Como arcebispo e Papa, ele frequentemente visitava santuários e oferecia flores a Nossa Senhora. Como cardeal, ele frequentava a Basílica de Nossa Senhora Aparecida. A visão mariana de Francisco enfatiza Maria como sinal de esperança e ternura de Deus. 

Santa Teresinha do Menino Jesus. Foto: Pexels

Uma segunda grande Mãe

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897) tinha um amor filial profundo a Maria, a quem chamava de mãe após perder sua mãe terrena muito cedo. Ela escreveu orações e poemas dedicados a Maria, destacando-a como modelo de humildade. Numa de suas reflexões, dizia:“Oh! Como eu amo a Virgem Maria, ela é mais Mãe do que Rainha. A Virgem Santíssima tornou-se bela, tão bela que jamais encontrei expressões para reproduzir essa beleza divina. Seu rosto respirava uma doçura, uma bondade, uma ternura inefável. Mas o que me penetrou até o fundo da alma foi seu sorriso encantador! Nesse mesmo momento, todos os meus sofrimentos se desvaneceram: duas grossas lágrimas jorraram de minhas pálpebras e correram silenciosamente... a Virgem Santíssima adiantou-se para mim e me sorriu!... Ah! O que senti aos pés de Nossa Senhora, não saberei dizer!... Compreendi que ela velava por mim,  sua filha”.

Assim os jovens santos de hoje – São Pier Giorgio Frassatti e São Carlo Acutis – desde pequenos, descobriram a devoção a Maria que os acompanhou no caminho da santidade.

Essas pessoas, cada uma à sua maneira, testemunham que a devoção a Maria sempre leva a uma união mais íntima com Jesus.

São João Paulo II. Foto: Pexels

Na sua infância, ele perdeu sua mãe. Confiou-se a Nossa Senhora como sua mãe espiritual. Assim, São João Paulo II acreditava que "uma mão puxou o gatilho [Nossa Senhora de Fátima] e desviou a bala" de quem o queria matar, em 13 de maio de 1981.

Fiel à oração do terço, em 2002, ele adicionou os Mistérios Luminosos ao Rosário. Escreveu a carta apostólica Redemptoris Mater (1987) e consagrou o mundo e o seu pontificado a Maria, diversas vezes. Sua teologia via Maria sempre levando os fiéis ao seu Filho Jesus.

Ele visitou diversos santuários marianos, inclusive o Santuário Nacional de Aparecida no Brasil. Acredita-se que sua devoção marcou o pontificado mais mariano da história moderna da Igreja.

 

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