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No Evangelho de Mateus (9,36–10,8), Jesus olha para a multidão e se compadece dela, porque estava “cansada e abatida, como ovelhas sem pastor”. Não era apenas falta de alimento ou de recursos. Era também falta de orientação, de Palavra de vida, de alguém que mostrasse o caminho.
Por isso, Jesus chama os discípulos e os envia em missão: anunciar o Reino, curar, consolar e levantar quem estava caído. A compaixão de Jesus se torna missão dos apóstolos.
Também hoje essa missão continua na vida da Igreja. Muitas pessoas ainda caminham desorientadas, feridas, sem esperança. A comunidade cristã existe justamente para levar a Palavra, os sacramentos e a caridade onde mais se precisa.

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Ser dizimista é participar dessa compaixão de Cristo. Com seu dízimo, o fiel ajuda a sustentar a comunidade que anuncia o Evangelho, forma pessoas na fé e estende a mão aos que sofrem.
O dizimista compreende que sua oferta não é apenas uma contribuição material. É um gesto de corresponsabilidade com a missão de Jesus.
Assim, quando alguém sustenta a evangelização, está ajudando a responder ao olhar compassivo de Cristo que continua vendo, hoje, um povo que precisa de cuidado, esperança e orientação.
Padre Cleiton Viana da Silva pertence ao clero da Diocese de Mogi das Cruzes (SP), doutor em Teologia Moral pela Academia Afonsiana (Roma), leciona na Faculdade Paulo VI e é autor de várias obras publicadas pela Paulinas Editora. Redes sociais: @padrecleitonsilva
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