Artigos
Artigos

Maria assunta ao céu: sinal de esperança e fé

A Assunção de Nossa Senhora é o dogma que proclama que a Virgem Maria foi elevada ao céu em corpo e alma após o fim de sua vida terrena

Imagem gerada por IA via Magnific

Essa solenidade litúrgica é celebrada mundialmente em 15 de agosto. É quando contemplamos concretizadas suas palavras: “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48).

O Papa Pio XII definiu como verdade de fé: “É dogma revelado por Deus que a Imaculada Mãe de Deus, a Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celestial”. 

Mas a festa é mais antiga. Era denominada “Dormição” de Maria.

Figura da Igreja

Maria Assunta é figura da Igreja que um dia será glorificada; é esperança do povo ainda peregrino. A contemplação de Maria na glória faz-nos ver a vitória da esperança sobre a angústia, da comunhão sobre a solidão, da vida sobre a morte.

Como Maria, a Igreja gera na dor um mundo novo. Como Maria participa na vitória de Cristo sobre o mal? A visão do “Grande Sinal” leva-nos a reconhecer que, no seguimento de Jesus e na pessoa de Maria, a nova humanidade já é acolhida junto de Deus. Maria, nova Eva. (1Cor 15,20-27).

Jesus faz da Virgem Maria uma nova Eva, sinal de esperança para todos os homens. O texto é uma longa demonstração da Ressurreição. A Assunção é uma forma privilegiada de participação na Ressurreição de Cristo. O apóstolo não evoca Maria, mas esta leitura, na Assunção, leva a reconhecer o lugar especial da Mãe de Deus na glória.

A Assunção é consequência lógica da Imaculada Conceição. Sendo preservada do pecado original, Maria não estaria sujeita à corrupção física. Sua glorificação, portanto, é um sinal antecipado da ressurreição prometida a todos os fiéis. Nas igrejas que conservam essa fé, a Assunção é uma das maiores solenidades do calendário litúrgico, celebrada todos os anos em 15 de agosto. Na Igreja Católica, é festa de preceito.

Foto: Magnific

A declaração do dogma

Por este reconhecimento da santidade da Mãe de Jesus, em 1º de novembro de 1950, na Constituição apostólica Munificentissimus Deus, o papa Pio XII declarou a Assunção de Maria como um dogma, assim:

“Pela autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e em nossa própria autoridade, pronunciamos, declaramos e definimos como sendo um dogma revelado por Deus: que a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, tendo completado o curso de sua vida terrena, foi assumida, corpo e alma, na glória celeste.”

Onde se fundamenta e de onde vem este privilégio de Maria Assunta?

A Palavra de Deus, no Evangelho escrito por Lucas, nos responde. Ao dar o seu “Sim” na Anunciação do Anjo  e dando seu consentimento em ser Mãe do Salvador, Maria colabora para que toda a obra de seu Filho possa se realizar.

"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. Foi a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está com você!” Ouvindo isso, Maria ficou preocupada e perguntava a si mesma o que a saudação queria dizer. O anjo disse: “Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. Eis que você vai ficar grávida, terá um filho e dará a ele o nome de Jesus. Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. E o Senhor dará a ele o trono de seu pai Davi,  e ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó. E o seu reino não terá fim.”  Maria perguntou ao anjo: “Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?” O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus. Olhe a sua parenta Isabel: apesar da sua velhice, ela concebeu um filho. Aquela que era considerada estéril, já faz seis meses que está grávida. Para Deus, nada é impossível.” Maria disse: “Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” E o anjo a deixou."

A Assunção, todos os dogmas e o culto à Santíssima Virgem, têm seu fundamento na Maternidade de Maria. Seu culto difere do culto de adoração que se presta a Deus. Expressa-se nas festas litúrgicas dedicadas a Maria Santíssima, em orações marianas como o Santo Rosário, que é uma síntese de todo o Evangelho. 


Leia também

Ascensão de Jesus e Assunção de Maria. Qual a diferença?

 

Site Desenvolvido por
Agência UWEBS Criação de Sites