PAULINAS NO CATEQUISTAS BRASIL 2026
Paulinas no Catequistas Brasil 2026

Música, fé e testemunho na catequese

Grande referência na música litúrgica, Frei Luiz Turra será um dos destaques do Catequistas Brasil 2026 

 “Há muitos valores que a música na catequese pode favorecer. Um deles é passar essa mensagem sacramental que é a porta de entrada para a verdade, para o bem, para a experiência de Deus"

Sou Frei Luiz Turra, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, atualmente pároco das Paróquias Santo Antônio do Partenon e Jesus Divino Mestre, em Porto Alegre-RS. Há mais de quarenta anos, como presbítero, dedico minha vida como pároco em diferentes realidades.

Sempre procurei dar atenção a todos os serviços e pastorais na edificação de uma Igreja viva e sinodal, tendo Cristo como fundamento. Porém, a cada dia vai crescendo em mim a convicção da necessidade de investir especial atenção à Iniciação à Vida Cristã.

Sei que, na raiz do estado de vida religioso-sacerdotal, ao qual respondo, está o chamado de Deus, mas tenho muita clareza de que foi na catequese da primeira comunhão que aconteceu o despertar para um caminho de discernimento.

Minha catequese foi pré-conciliar, de perguntas e respostas, mas o que marcou minha vida foi a insistência da catequista em exercitar o respeito e a reverência ao Sagrado. Naquele tempo, entendia que esse respeito vinha do “temor”, mas hoje entendo e procuro vivê-lo como necessidade do “amor” em atenção ao mistério.

Fruto da catequese, trago comigo uma atenção e um cuidado especial pela mistagogia, esforçando-me para vivenciar o mistério pascal seja nas composições, seja nas celebrações com o povo.

Hoje, acompanhando o processo de Iniciação à Vida Cristã nas comunidades, constato, com alegria, o passar da catequese “pergunta-resposta” para uma catequese bíblico-orante, voltada a conhecer Cristo para segui-lo como discípulos, num caminho de conversão. 

Sinto que neste novo método há uma evidente intenção de integrar fé e vida. Porém, na prática do ministério e no exercício cotidiano do cultivo da fé, comprovo uma urgente necessidade de formação dos e das agentes.

Há boa vontade e também disponibilidade ao serviço voluntário, porém a carência de formação faz acontecer a catequese mais como etapas em vista dos sacramentos, e pouco como um processo de vida e conversão.

Outra realidade que me chama a atenção na educação da fé de nossas crianças é a  realidade familiar. Não faço juízos quanto à vivência ou não dos pais, mas é evidente que a motivação ao conhecimento e a afeição da criança na caminhada da vida muito dependem do clima familiar que se cultiva.

A realidade atual exige muita dispersão e preocupação pelo imediato da vida. Mesmo dentro das mudanças “rápidas e profundas”, o importante é sermos “peregrinos de esperança”.

É tempo de ser esperança – Todo ministério, todo serviço do cristão à comunidade, às pessoas, precisa ser precedido por um existir de esperança. O ministério de catequista, por exemplo, não é um emprego, não é uma tarefa remunerada.

Na gratuidade do amor, nós nos colocamos a serviço carregados de esperança, para podermos animar e contagiar as pessoas com as quais vamos manter o contato neste trabalho, nesta dedicação. Uma pessoa que não tem esperança dificilmente anima, contagia.

É por isso que o ministério de catequista precisa de um pressuposto que é ser esperança. Porque ser esperança transborda, ser esperança contagia, ser esperança anima, ser esperança realmente dinamiza a palavra, dinamiza o rito, dinamiza os gestos. Tudo o que você faz com esperança contagia. Não é possível ensinar esperança sem ter esperança, porque Cristo é a nossa esperança, e a esperança cristã não decepciona. 

Música na Catequese 

Existe um consenso humano (e cultural) de que a música, na palavra, redobra o seu significado. Uma palavra já tem a sua força. Mas a palavra, a frase e o texto musicados têm um valor muito mais intenso em sua comunicação.

Por isso, na catequese, o canto certamente será uma maneira de envolver a pessoa dentro dessa grandeza de comunicação que a palavra, em si, já passa, mas cuja densidade a música ajuda a aumentar. 

Na liturgia, temos um consenso de que a música é a linguagem da comunhão. Quando você ouve alguém cantando, não apenas canta junto, mas comunga junto, compartilhando a mesma mensagem, a mesma palavra. Então, essa força enorme de comunhão pode ser utilizada na catequese para criar um clima de comunidade no grupo participante. Há muitos valores que a música na catequese pode favorecer. Um deles é passar essa mensagem sacramental que é a porta de entrada para a verdade, para o bem, para a experiência de Deus. Então, a música, na catequese, é um elemento fantástico. 

Conheça a obra do Frei Luiz Turra por Paulinas Editora e pela Gravadora Paulinas-Comep: 

Conheça as obras do Frei Luiz Turra, acesse aqui

Site Desenvolvido por
Agência UWEBS Criação de Sites