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Novo livro de Paulinas explora o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)

Novo livro aborda o TDAH com abordagem especializada e orientações práticas

Escrito pelo especialista Wilson Candido Braga, o livro “Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)” apresenta-se como uma referência para pais, professores e demais responsáveis pelos cuidados das crianças, com muitas informações claras, diretas e dicas práticas de intervenção e inclusão. 

O especialista em transtornos mentais Wilson Candido Braga lança seu mais recente livro, intitulado “Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH): caracterização e orientações práticas”. A obra é abrangente e oferece uma visão aprofundada sobre o TDAH, um transtorno neuropsiquiátrico que afeta crianças, adolescentes e adultos em todo o mundo.

O TDAH é uma condição que, muitas vezes, gera desafios significativos em termos de concentração, controle de impulsos e comportamento. O livro de Wilson Candido Braga é um guia abrangente que busca desvendar os aspectos complexos desse transtorno, fornecendo informações detalhadas e orientações práticas para pacientes, familiares e profissionais de saúde mental.


Confira, abaixo, um bate-papo com o autor sobre seu livro:

Wilson Candido Braga, autor do livro: Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Foto: Arquivo pessoal

Wilson, por favor, explique o TDAH e seus espectros em crianças e adultos.

Wilson Candido Braga – O TDAH é marcado por SINTOMAS de DESATENÇÃO, IMPULSIVIDADE e HIPERATIVIDADE (AGITAÇÃO PSICOMOTORA), sintomas de base para o diagnóstico, presentes desde os 4, 5 anos de idade e que acompanharão o indivíduo por toda a sua vida, com mais ou menos funcionalidade, dependendo dos estímulos recebidos desde cedo. O TDAH se caracteriza, em qualquer idade, pela presença de seis sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade, desde que presentes por pelo menos seis meses, em dois ou três ambientes diferentes, e que, acima de tudo, provoquem desconforto para o indivíduo que os apresenta e para aqueles ao seu redor. Ao longo da vida, muitos sintomas desaparecem, mas muitos ainda se apresentam por toda a vida adulta, especialmente se não tratado, o que pode também ser porta de abertura para outras condições médicas, como ansiedade, depressão.

O TDAH não é uma deficiência mental, mas exige cuidados inclusivos, não é mesmo?

Wilson Candido Braga – TDAH NÃO É UMA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, MAS, SIM, EXIGE ferramentas inclusivas, pois entendemos inclusão como o direito de acesso, permanência e investimentos que gerem sucesso aos indivíduos; de modo geral, inclusão se aplica a todos nós em nossas condições de diversidade. INCLUSÃO É ACESSIBILIDADE PARA TODOS, INDEPENDENTEMENTE DA CONDIÇÃO QUE APRESENTEM. Contudo, o TDAH continua sendo negligenciado, por isso defendemos que novos serviços sejam implementados em todos os espaços, garantindo, assim, ao TDAH o direito de evoluir em seu desenvolvimento, mas com situações que gerem compreensão para sua forma de funcionamento cerebral e respeito. INCLUIR É RESPEITAR O DIVERSO, E SOMOS TODOS DIVERSOS.

Como identificar uma criança com TDAH?

Wilson Candido Braga – Podemos listar algumas sintomas, como: 1) dificuldade de manter a atenção em atividades diárias; 2) inquietação motora em situações que pedem relaxamento; 3) mudanças de atividades e diminuição do interesse de forma recorrente; 4) parece estar “a mil por hora”; 5) tem sono inquieto e com qualidade não relaxante; 6) interrompe os outros; 7) dificuldade em esperar a sua vez; 8) dificuldade em realizar atividades que demandem esforço mental produtivo; 9) perda de coisas necessárias para a execução de atividades; 10) tendência a procrastinar, deixar para depois; 11) parece desajeitado ou descoordenado; 12) prejuízos no processo de aprendizagem em decorrência dos sintomas do TDAH, entre tantos outros sintomas importantes.

Como saber se, já adultos, sofremos com o TDAH?

Wilson Candido Braga – Na vida adulta, é, sim, possível se descobrir com TDAH. Se todos os sintomas descritos acima se apresentavam em sua infância e muitos deles persistem na vida adulta e ainda o acompanham, basta buscar um neurologista ou psiquiatra e relatar todos os seus manejos para “driblar” tais sintomas ao longo da vida: sensação de constante cansaço, cabeça “a mil”, dificuldades para lidar com situações a longo prazo, busca por subempregos, dificuldades com relacionamentos e estudos, desconforto subjetivo, bem como sensações de ansiedade e outras situações similares. É importante saber que 50% dos sintomas do TDAH, mesmo naqueles quadros tratados na infância, ainda persistem ao longo da vida.

O Brasil acolhe bem as pessoas com TDAH?

Wilson Candido Braga – O Brasil, a sociedade em geral e até mesmo a família ainda precisam evoluir muito para entender que, assim como o TDAH, outros quadros comportamentais precisam de acolhimento e de um olhar sensível e respeitoso. É necessário que se inclua o TDAH e outros quadros diagnósticos nos diversos serviços de EDUCAÇÃO, SAÚDE e AÇÃO SOCIAL. Que todos possam ser respeitados em suas singularidades, pois ACESSIBILIDADE É UM DIREITO DE TODOS, MAS, ACIMA DE TUDO, É RESPONSABILIDADE DE CADA UM. E O CONHECIMENTO É O PRIMEIRO PASSO PARA A INCLUSÃO.

O livro “Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH): caracterização e orientações práticas” já está disponível nas Paulinas Livrarias de todo o Brasil e no site paulinas.com.br.

 

Sobre o autor

Wilson Candido Braga é graduado em Terapia Ocupacional, Biologia e Pedagogia. Especialista em Saúde Mental, Atendimento Educacional Especializado (AEE), Psicopedagogia Clínica e Institucional, Neuropsicopedagogia, Docência do Ensino Superior, Gestão de Programas de Saúde da Família, Ludopedagogia e Educação Infantil, Ciências da Educação, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD/Autismo), Ensino Estruturado para Alunos com TEA, Comunicação Alternativa e Educação Especial e Intervenção ABA para Autismo e Deficiência Intelectual. Possui mestrado em Psicologia Infantil e Adolescente, em Ciências da Educação e em Educação Especial.

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