
Em 1946, num contexto de pós-Segunda Guerra Mundial, momento em que todos, ainda perplexos e assolados por tantos desgastes emocionais e psíquicos no mundo, buscavam encontrar novos caminhos para dar sentido à vida, o fundador da Congregação das Irmãs Paulinas, Bem-aventurado Padre Tiago Alberione, e sua cofundadora, Mestra Irmã Tecla Merlo, vieram visitar o Brasil, especificamente a cidade de São Paulo, onde estava em expansão a missão das Irmãs Paulinas.
Esse momento ocasionou um rico encontro com os fundadores, e foi possível constatar um aumento significativo de vocações e a consolidação da espiritualidade e do carisma paulino. Diante disso, o Bem-aventurado Padre Tiago Alberione e a Mestra Tecla Merlo consideraram oportuno que se abrisse uma nova casa religiosa na cidade do Rio de Janeiro, que naquela ocasião era a capital do Brasil. De pronto, assim como a Mãe do Senhor, Maria, disse seu SIM ao projeto de Deus, as pioneiras irmãs paulinas no Rio de Janeiro disseram seu sim. Eram elas: Ir. Tecla Tochetto, Ir. Pierina Camargo, Ir. Faustina Giaretta, Ir. Ângela Zilio e Ir. Átila Meneguzzi. A missão das Irmãs Paulinas teve seu início no Rio de Janeiro no dia 28 de maio de 1946.
O cenário era de redemocratização após o fim do Estado Novo, governado por Getúlio Vargas (1946). Nesse âmbito, promulgou-se a nova Constituição Brasileira. O estado do Rio de Janeiro, nesse período, era um centro político e cultural do Brasil, com um grande índice de crescimento populacional e vida urbana intensa, porém com os desafios sociais da pobreza e da desigualdade, como toda grande metrópole. Por conseguinte, as Irmãs Paulinas sentiram a urgência de propagar e difundir o Evangelho visitando as famílias de porta em porta, as paróquias, as escolas, as fábricas e todas as pessoas de boa vontade.
Era assim que as primeiras irmãs viviam a missão Paulina, com alegria e esperança no coração, como São Paulo Apóstolo. Após certo tempo, por meio de um diálogo entre o cardeal Dom Jaime de Barros Câmara e a irmã Amália Bernardini – no qual se partilhou o desejo de um Centro Catequético para a difusão de livros para atender às necessidades do clero, dos religiosos, dos agentes pastorais e de todo o povo de Deus que se interessasse pelo aprofundamento da fé –, nasceu, atrás da Antiga Sé, ou seja, a Catedral do Rio de Janeiro, a Paulinas Livraria do Rio de Janeiro.
Hoje, as Irmãs Paulinas contam com três centros de difusão no Rio de Janeiro. Na região central do Rio de Janeiro, temos a Paulinas Livraria localizada na Rua Sete de Setembro, 81-A; na Zona Norte do Rio de Janeiro, no bairro de Madureira, há outra livraria, situada na Rua Maria de Freitas, 21, que abrange, sobretudo, a Baixada Fluminense e demais dioceses adjacentes; e na cidade de Niterói, há outra Paulinas Livraria, na Rua Aurelino Leal, 46, que alcança a Arquidiocese de Niterói e demais dioceses da Região dos Lagos.
Além da missão nas livrarias, nós, Irmãs Paulinas, com o espírito apostólico paulino e alberioniano, “de ser missionárias da Palavra”, estamos sempre em estado de saída, para ir até o povo de Deus, onde quer que esteja (interior, diocese, periferias...). Prestamos serviços de palestras, formações e exposições de livros de Paulinas Editora nas diversas pastorais, organismos da Igreja, Arquidioceses do Rio de Janeiro e de Niterói, colégios, faculdades, universidades e outros.
Queremos, neste jubileu, agradecer primeiramente a Deus pelas graças derramadas nestes 80 anos de missão Paulina no Rio de Janeiro. Expressamos nossa eterna gratidão à Arquidiocese do Rio de Janeiro, que nos acolheu como mãe; ao povo carioca e a todos que moram nesta grande metrópole e que abraçaram a nossa missão; a cada irmã paulina que esteve nesta cidade e contribuiu para a construção destes 80 anos da nossa história; a todos os colaboradores que somaram e somam conosco na nossa missão de comunicar a Palavra de Deus a todos; e, ainda, aos escritores, ilustradores, parceiros, fornecedores, amigos e familiares que vivem nesta grande metrópole do Rio de Janeiro. Nosso muito obrigada!
Por tudo, damos graças a Deus, porque tudo vivido nestes 80 anos de missão Paulina é obra de Deus.
Ir. Renata S. S. Pereira, fsp, graduada em Filosofia pela PUC-Rio e pós-graduada em Catequese pela UNISAL-SP.
