
Foto: Magnific
No Evangelho do semeador (cf. Mt 13,1-23), Jesus ensina que a Palavra de Deus é sempre boa. O problema está no terreno onde ela cai. Também na vivência do dízimo isso acontece.
Há corações como a beira do caminho: escutam falar do dízimo, mas pensam que ele é apenas cobrança ou obrigação. Outros são como o terreno pedregoso: começam animados, mas desistem diante das dificuldades. Só são perseverantes quando tudo está fácil.
Há ainda o terreno cheio de espinhos: as preocupações, o apego aos bens e o consumismo sufocam a generosidade. Sempre sobra para muitas coisas, mas Deus e a comunidade ficam em último lugar.
Mas Jesus fala também da terra boa. É o coração que escuta, acolhe e persevera. Assim é o verdadeiro dizimista. Ele entende que o dízimo não é peso nem simples ajuda material, mas expressão de gratidão a Deus e compromisso com a missão da Igreja.

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O dizimista fiel sabe que seu dízimo ajuda a sustentar a evangelização, a catequese, a caridade e tantas ações da comunidade. Mais do que entregar uma oferta, oferece gratidão, consciência e testemunho.
Quem vive assim descobre que Deus nunca se deixa vencer em generosidade. Os frutos aparecem na paz do coração, na perseverança da fé e na alegria de ver o Evangelho alcançando mais pessoas.
Seja terra boa. Seja dizimista fiel e veja com alegria os frutos que Deus fará crescer em sua vida e comunidade.
Padre Cleiton Viana da Silva pertence ao clero da Diocese de Mogi das Cruzes (SP), doutor em Teologia Moral pela Academia Afonsiana (Roma), leciona na Faculdade Paulo VI e é autor de várias obras publicadas pela Paulinas Editora. Redes sociais: @padrecleitonsilva
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