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O dizimista e a cruz de Cristo

Foto: Pexels

Em época de cristianismo de moda, sem conexão com a comunidade de fé e sem abraçar a cruz, a espiritualidade que brota da experiência de ser dizimista é muito importante. Ela nos ensina que a vida cristã não é marcada apenas pelos grandes momentos de conflito, mas é construída nas pequenas decisões do dia a dia.

As pequenas decisões enfrentadas com coerência e fidelidade são tão desafiadoras quanto os grandes momentos de provação. Na verdade, só é capaz de suportar as grandes provações quem já deixou seu coração se moldar carregando a cruz de Jesus em sua rotina, por mais simples que pareça ser.

Quando pensamos na cruz de Jesus, podemos ver também a cruz que cada dizimista carrega: é a cruz do sofrimento, é a cruz das dores e de todo mal que é consequência da injustiça. Assim como Jesus não apenas carrega sua cruz, mas com ela sobe o alto do Calvário, o dizimista aprende não somente a suportar as dificuldades da vida, mas com elas subir espiritualmente em busca de viver em tudo a vontade de Deus.

Assim, o dizimista, carregando sua cruz, aprende a suplicar a Deus a graça de manter-se firme em sua consciência e responsabilidade com sua comunidade de fé. É verdade que ele carrega sua cruz, mas é nela e com ela que ele aprende a carregar com alegria e perseverança.

 

Padre Cleiton Viana da Silva pertence ao clero da Diocese de Mogi das Cruzes (SP), doutor em Teologia Moral pela Academia Afonsiana (Roma), leciona na Faculdade Paulo VI e é autor de várias obras publicadas pela Paulinas Editora. Redes sociais: @padrecleitonsilva

 

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