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Ver Jesus derrubar a mesa dos cambistas (Jo 2,13-22) é excelente oportunidade para entender que, ao sermos dizimistas, não estamos pagando nada a Deus, porque com Deus não se faz comércio, não se faz troca.
Nessa passagem tão conhecida, vemos Jesus expulsar do Templo aqueles que promoviam o comércio com Deus, como se o ser humano pudesse pagar pelos favores e graças de Deus.
A casa de Deus é o lugar privilegiado em que experimentamos a imensa generosidade do Pai que faz o seu sol brilhar sobre justos e injustos. Na casa de Deus, prevalece a palavra dom, desaparece a palavra troca, assim pensa Jesus.
São João nota nessa passagem que a resposta do homem às graças de Deus não é a compra dos dons simbolizados nos bois e ovelhas dos cambistas, mas no zelo pela casa do Senhor. E é esta atitude de zelar pela casa de Deus, que é a Igreja e suas condições materiais de continuar sua missão, que marca a vida, o compromisso e a alegria de cada dizimista.
Ser dizimista, conforme vemos no evangelho, não é pagar pelos favores de Deus: Deus ama de graça. Ser dizimista é zelar pelo lugar e missão onde nos encontramos com o Senhor.
Na comunidade em que o dízimo é compreendido e vivido em suas motivações corretas, o Senhor se alegra porque a casa do seu Pai é experimentada como lugar da graça, do dom e do zelo.
Padre Cleiton Viana da Silva pertence ao clero da Diocese de Mogi das Cruzes (SP), doutor em Teologia Moral pela Academia Afonsiana (Roma), leciona na Faculdade Paulo VI e é autor de várias obras publicadas pela Paulinas Editora. Redes sociais: @padrecleitonsilva
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