Antonio Cardoso. Foto: Juliene Barros
Consagrar-me até a alma não é apenas o título do novo single de Antonio Cardoso, mas uma síntese da entrega radical que define a vida de tantos homens e mulheres consagrados. A vida consagrada é uma resposta de amor total a Deus. Nesta nova composição, o cantor dá voz e coração a um dos maiores dons que a Igreja contempla: a vida religiosa. No mundo, cada vocacionado torna-se uma luz na travessia e sentinela de esperança.
A canção nasceu a pedido da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), cujo objetivo foi trazer um jeito de orar e rezar em conjunto a fim de que, em unidade, os consagrados fortaleçam-se mutuamente na vivência deste ideal. Conforme ressalta o compositor, como toda verdadeira oração, esse canto brota de uma experiência profunda com Deus: “Gosto tanto, meu Senhor, de te amar e te servir... consagrar-me até a alma".
"O próprio nome já inspira a vida de quem quer se entregar por inteiro, como a minha também. Há tantos anos, eu percorro muitos lugares do Brasil e, neste contato com religiosos e religiosas, eu posso sentir de perto como é bela essa vida de quem se entrega para servir", testemunha o artista.

Capa do single “Consagrar-me até a alma”. Foto: Juliene Barros
O que é a vida consagrada?
Segundo São João Paulo II na Exortação Apostólica “Vita Consecrata”, esta “anuncia e de certo modo antecipa o tempo futuro, quando alcançada a plenitude daquele Reino dos Céus que agora está presente apenas em gérmen e no mistério”. Uma antecipação da eternidade praticada através dos votos de pobreza, castidade e obediência de pessoas pertencentes a congregações, institutos, novas comunidades, sociedades de vida apostólica e também, pode-se dizer, quanto aos padres diocesanos.
A nova música de Antonio Cardoso evoca esse chamado com sensibilidade e beleza, destacando o que há de mais essencial: a escuta da Palavra, a oração silenciosa, o serviço ao outro e a fé que insiste em florescer mesmo diante da dor do mundo. Um anseio que surge também do coração dos leigos.
Cardoso relata que a sua esposa, ao ouvir a canção, exclamou: “Ô vontade de ser uma religiosa!”. Ele admirou-se, contudo, reconhece: "Na verdade, é isso que a gente sente mesmo. Foi o que senti quando eu escrevi essa canção, porque é um mergulho no infinito de Deus".
Ir. Maria Flávia e Antonio Cardoso. Foto: Juliene Barros
Uma canção que ilumina
A música ganhou ainda mais vida com o clipe oficial, gravado numa capela e com a participação especial de Ir. Maria Flávia, do Instituto Missionário Servos de Jesus Salvador (Salvistas). As imagens falam tanto quanto os versos, seja com a religiosa diante do sacrário, suas mãos sobre a Bíblia, o silêncio orante e as velas acesas. Tudo revela o clima de intimidade, recolhimento e luz interior que permeia a vocação religiosa.
Deram também o seu "sim" a esse projeto Luiz A. Karam nos arranjos e instrumentação e, no coro, Andréia Zanardi, Dalva Tenório e Karla Fioravante do grupo Cantores de Deus. Um canto que reafirma ainda o papel profético da vida consagrada em um mundo cansado, ferido e necessitado de paz, pode ser ouvido nas plataformas digitais. Já o clipe, confira no canal do Antonio Cardoso no YouTube.
