
Foto de Sandi Mager - Unsplash
S E N H O R ,
fazei de nós instrumentos de vossa Paz.
Onde predomina a mentira, o rancor e o ódio,
que possamos valorizar o encontro e o diálogo;
onde se alastra a pobreza, a fome e o desperdício,
que possamos semear, colher e distribuir os frutos;
onde se espalha desprezo e descaso com os seres vivos,
que possamos cuidar e conviver com todas as formas de vida;
onde cresce o ruído do marketing, propaganda e publicidade,
que possamos usar os bens de forma sóbria e responsável;
onde fogo e devastação destroem o meio ambiente,
que possamos avançar para o desenvolvimento sustentável;
onde aumenta a concentração de renda, riqueza e poder,
que possamos combater todo tipo de exclusão social;
onde prolifera o desrespeito pelo ritmo da natureza,
que possamos preservar a sabedoria de “nossa casa comum”;
onde enfuriam tensões e conflitos, armas e guerras,
que possamos construir a humanidade irmã e solidária;
onde se aprofunda a desigualdade socioeconômica,
que possamos buscar a partilha e a fraternidade;
onde se avoluma o número de migrantes e refugiados,
que possamos aprofundar o conceito de pátria universal.
Ó M E S T R E,
fazei que procuremos mais:
contemplar e se extasiar do que lucrar e explorar,
cuidar e conviver do que utilizar e usufruir,
primar pelo bem viver coletivo do que pelo viver bem egoísta.
Pois só colocando em comum é que podemos recolher as sobras;
só abrindo o coração é que se criam novas casas e famílias;
só servindo que se alcança a plenitude da vida.
A M É M!
Foto Juliene Barros
Pe. Alfredo J. Gonçalves é sacerdote da Congregação dos Missionários de São Carlos (scalabrinianos), cujo carisma é atuar com migrantes e refugiados. Durante 5 anos, foi assessor do Setor Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), depois Superior Provincial e Vigário Geral na Congregação supracitada. Hoje, exerce a função de vice-presidente do Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM). Recentemente lançou o livro Retratos da Metrópole, organizado pela Missão Paz.
