
Foto: Cléo Nascimento
Na manhã do último sábado (16 de maio), a Paulinas Livraria da Vila Mariana, em São Paulo (SP), foi espaço para o lançamento do livro "O Elefante Branco", reunindo a autora Agláia Tavares e o ilustrador Guilherme Fonseca para uma manhã de formação e autógrafos, que teve como ponto de partida um bate-papo sobre depressão na infância e na adolescência.
A mediação do encontro ficou a cargo da cantora e psicóloga Karla Fioravante, que trouxe o olhar clínico para a urgência do debate. Durante a conversa, Karla ressaltou o quão desafiador pode ser o diagnóstico dentro de casa. "O tema pode ser um tormento de ser tratado até mesmo com familiares. É exatamente um 'elefante branco’ na nossa vida. É muita coragem de quem procura também uma ajuda. Porque a pessoa não consegue falar sobre aquilo, que está doente", explicou a psicóloga.

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Karla também alertou para os impactos prolongados do transtorno sem o devido suporte, apontando que, após um período de três ou quatro meses, o quadro é capaz de trazer comorbidades. "É uma tristeza profunda, um abismo. A pessoa não consegue ver nada, não tem perspectiva, tem dificuldade no trabalho, dificuldade de foco, de atenção. Tudo começa a ser prejudicado", pontuou, destacando em seguida o valor pedagógico da obra da Paulinas Editora: "Livros como estes, tão didáticos, abordando um tema tão atual, são mais que necessários. É uma forma ilustrativa de a gente entender, mas também se identificar com a vida".
Para o ilustrador Guilherme Fonseca, a arte visual cumpre um papel fundamental em traduzir sentimentos que as palavras, às vezes, não alcançam sozinhas. "Acho que o grande mérito do livro é justamente este, de abordar um tema complexo como a depressão de uma forma mais suave e, ao mesmo tempo, deixando claro, através do texto, qual o caminho quando começar a perceber os sintomas, como procurar o médico e mostrar que há uma saída", afirmou Guilherme.

Foto: Cléo Nascimento
A autora carioca, Agláia Tavares, compartilhou com o público que a semente do livro nasceu de uma vivência íntima. "Eu não sou especialista na área da saúde, eu sou jornalista e conto histórias. Eu me inspirei numa situação pessoal familiar. Então, eu pensei em colocar o tema numa personagem criança e mostrar os sintomas que percebi na vida real: quem sabe a criança ou adolescente que leia possa se identificar e pedir ajuda também", revelou emocionada.

Foto: Cléo Nascimento
Além dos clientes, o evento contou com a presença das Irmãs Paulinas, entre elas, a diretora da Paulinas Editora, Irmã Ágda França. Após a mesa de conversa, autores e leitores se reuniram na livraria para a sessão de autógrafos.
