PAULINAS NO CATEQUISTAS BRASIL 2026
Paulinas no Catequistas Brasil 2026

Pe. Zezinho: “Desejo que um dia vocês também tenham um show como eu acabei de ganhar”

Foto: Juliene Barros

Precursor da música católica no Brasil foi homenageado na noite de sábado (31 de janeiro de 2026), durante o show “Eles Cantam Pe. Zezinho”, no 'Catequistas Brasil', em Aparecida (SP).

A noite de sábado (31) foi marcada por emoção e memória no "Catequistas Brasil 2026", com a homenagem ao cantor e compositor "Pe. Zezinho", no show “Eles Cantam Pe. Zezinho”.

Foto: Juliene Barros

Ao longo da noite, diversos artistas deram voz às canções que marcaram a caminhada do músico e catequista. Passaram pelo palco talentos da gravadora Paulinas-COMEP, Marília Mello, Banda Vida Reluz, Adriana Melo, Cantores de Deus e Grupo Ir ao Povo. Também participaram do momento Pe. Fábio Marinho, Fred e Márcio Pacheco (Banda Dom), Léo Rabelo, Vivy e Natan, Léo Mantovani, Aline Venture e Raquel Carpejani.

A apresentação teve início com imagens e cenas que relembraram momentos da vida do religioso dehoniano, acompanhadas por ele próprio, que assistiu toda a celebração de sua trajetória. O público respondeu com entusiasmo, cantando junto sucessos que atravessam gerações como "Utopia", "Estou Pensando em Deus" e "Maria da Minha Infância".

Comoção e Devoção

Um dos momentos mais emocionantes foi a interpretação de "Mãe do Céu Morena", que levou muitas pessoas às lágrimas.

Comovente também foi a exibição de imagens do irmão de Congregação, Padre Léo, fundador da Comunidade Bethânia, que faleceu em 2007; e do fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, que faleceu em 2022. O tributo foi acompanhado pela música 'Alô Meu Deus', interpretada por Karla Fioravante, Dalva Tenório e Andréia Zanardi, que compõem o Grupo Cantores de Deus, criado por Pe. Zezinho.

A apresentação alternou momentos com os artistas no palco e a exibição de imagens e músicas do próprio Padre Zezinho. E, mesmo nas pausas entre as performances, o público seguiu cantando em coro canções como ‘Amar como Jesus Amou’, que ganhou uma animação no telão, contando a história da inspiração que deu origem à música.

Os frutos e parcerias na missão

Nesta jornada, além de amigos, parceiros de caminhada, fãs, alunos, Padre Zezinho também atraiu discípulos na canção. 

"Não sabia que Deus me daria cantores de qualidade. Eu não procurei nenhum deles, eles apareceram. Diziam: 'quero evangelizar cantando e pregando como você’", disse.

Grupo Cantores de Deus. Foto: Juliene Barros

O Grupo Cantores de Deus é um exemplo disso. Fundado em 1997, acompanhou o Padre em seus shows, viagens e missões. Também com um nome bastante sugestivo, o Grupo Ir ao Povo surgiu com foco na evangelização, carisma missionário e na valorização das raízes culturais brasileiras, vivendo a essência da "Igreja em saída".

Grupo Ir ao Povo. Foto: Juliene Barros

No entanto, Padre Zezinho sempre deixou claro que para acompanhá-lo na missão, é preciso estudar: "Eu estudo quatro horas por dia. Se não fizer catequese, não canta comigo". E deixou transparecer o lado educador, de quem prepara e confia: "Eu sou formador, mas não formatado. Eu deixo as pessoas crescerem".

Irmã Verônica Firmino. Foto: Juliene Barros

Na pessoa da Irmã Verônica Firmino, fsp, responsável pela Agência Sthefany Produções Artísticas e produtora do show, Padre Zezinho agradeceu às Paulinas pelo apoio, confiança, e reconheceu o incentivo das Filhas de São Paulo, que o acolheram e o ajudaram a difundir sua mensagem através da música e da escrita. A religiosa e produtora musical recordou sua caminhada inspirada na obra do sacerdote e músico.

Ela lembrou que, desde muito cedo, acompanhava o Padre Zezinho, “ouvindo ele falar do amor de Deus por nós, da partilha do pão, da Palavra, da importância de seguir Jesus. E eu disse: ‘Esse padre fala tão bonito para os jovens que um dia vou fazer como ele, falar desse jeito’.” E, de fato, em seu futuro estava a vida consagrada na Congregação das Irmãs Paulinas, onde, posteriormente, foi designada a trabalhar na gravadora, justamente com aquele a quem tanto admirava.

“Muito obrigada, Padre Zezinho, pelo seu testemunho de sacerdote, de irmão, de pai, de companheiro em nossa missão", disse Ir. Verônica que, em seguida, cantou 'Vocação'.

Catequese, gratidão e missão

A última parte do espetáculo reuniu todos os músicos no palco para a interpretação de ‘Um certo Galileu’, uma das canções mais conhecidas de Padre Zezinho, e que recentemente ganhou uma nova versão, com a inclusão de uma estrofe final sobre a ressurreição. Nesse momento, o homenageado subiu ao palco para cantar.

Foto: Juliene Barros

Sensibilizado, Padre Zezinho agradeceu aos intérpretes e organizadores pela homenagem e recordou suas origens, a família e o caminho que o conduziu à música e à catequese. “Não quero esquecer de onde eu vim. Sou fruto de gente que acreditou em mim”, afirmou, ao recordar a infância na periferia e os pais com deficiência paralítica.

Em um testemunho catequético, destacou: “Eu descobri a catequese muito cedo. A catequese é o outro, o outro, o outro; depois eu”.

Com carinho, o sacerdote dividiu a alegria do momento com os catequistas que ocupavam todo o Ginásio Padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP): “Desejo que um dia vocês também tenham um show como eu acabei de ganhar. E, se não aplaudirem você, lá no céu haverá anjos aplaudindo”.

Foto: Juliene Barros

Ao final, o público respondeu, em coro, sua gratidão e reconhecimento ao homenageado. A noite foi encerrada com ‘Oração pela Família’, provavelmente sua canção mais conhecida, que já ganhou interpretações de artistas populares como Roberto Carlos, Joanna, Paula Fernandes, entre outros.

 

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