
Pixinguinha em frente a igreja. Rio de Janeiro, 1969. Foto: Maureen Bisilliat/Acervo IMS
Há cinquenta anos o Brasil perdia o compositor, instrumentista, arranjador, maestro, flautista e saxofonista, gênio incontestável da música brasileira, Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha.
Nascido no bairro do Catumbi, na cidade do Rio de Janeiro, em 1897, o músico teve um papel fundamental na formação da música popular brasileira, contribuindo diretamente para a consagração do ritmo Chorinho no mundo.
Seu pai, funcionário dos correios e flautista amador, era dono de uma coleção de partituras de choros antigos e promovia reuniões musicais em casa.
Neste ambiente, Pixinguinha aprendeu música. Sua primeira composição Lata de leite é de 1908.
Começou a atuar profissionalmente aos 14 anos, integrou alguns grupos de choro e por muitos anos fez dupla com seu irmão China.
Entre 1919 e 1922 integrou o conjunto Oito Batutas, o primeiro grupo musical brasileiro a conquistar reconhecimento internacional e a participar da primeira transmissão de rádio feita no Brasil.

Maestro Pixinguinha na cadeira de balanço, 1967. Foto: Walter Firmo/Acervo IMS
Influenciou e foi influenciado pelo jazz. Suas composições mais famosas são Carinhoso e Lamentos, mas ele é autor de mais de mil músicas, entre elas várias se tornaram clássicos do cancioneiro como Rosa, Vou vivendo, Naquele tempo, 1 x 0 e Sofres porque queres.
Seu legado transformou seu nome em sinônimo de música brasileira de qualidade. O poeta e também compositor Vinícius de Morais se referia a ele como “São Pixinguinha”.
Ele foi um caso raro entre os músicos populares de sua geração: praticou quase todos os gêneros populares de seu tempo e os renovou com seus arranjos originais, sua inventividade e absorção de influências internacionais.

Pixinguinha no Centro do Rio de Janeiro, fumando, 1965. Foto: David Drew Zingg/Acervo IMS
Seu nome é consenso entre um dos grandes vultos da música popular brasileira. “São Pixinguinha” morreu aos 75 anos, em 1973, na Igreja de Nossa Senhora da Paz, durante uma cerimônia em que batizaria o filho de um amigo.
O presente para o bebê era uma partitura manuscrita de Carinhoso, uma das canções brasileiras mais executadas no mundo! Prestes a assinar seu nome no livro da igreja, o músico sucumbe, vítima de infarto.
Seu arquivo pessoal está sob a guarda do Instituto Moreira Salles desde 2000. Conheça sua biografia, tenha acesso a documentos, fotografias e ouça suas músicas: https://pixinguinha.com.br/
Confira a playlist:
Confira no canal Brasil Toca Choro várias composições de Pixinguinha com criativos intérpretes do ritmo.
