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Sangue, o importante é doar!

Junho é o mês dedicado para fortalecer a Campanha de Doação de Sangue no mundo todo

Foto: Pixabay.com

Todo ano é a mesma coisa: com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, o número de doadores de sangue diminui consideravelmente. Os hemocentros operam em situação crítica e têm início algumas campanhas como forma de conscientizar a população sobre a importância deste gesto.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) realiza a Campanha Junho Vermelho, que celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado no dia 14, cujo objetivo é incentivar doações, alertar da importância e instruir os interessados em salvar vidas.

“No inverno, especialmente em junho, as pessoas custam mais a sair de casa, é um mês seguido de férias e em geral há um aumento no número de pessoas resfriadas. A Campanha Junho Vermelho traz consciência da importância da doação, além de homenagear o doador de sangue pela nobreza e solidariedade ímpares. Eventos como a tradicional Festa Junina nos Hemocentros, também têm relevância, porque traz um clima alegre e estimula a vinda do doador”, afirma a dra. Fabiana Sinnott Ghaname, médica Hematologista e Hemoterapeuta responsável pelo setor de triagem e coleta do Hemocentro Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Requisitos básicos

Doar sangue não faz mal à saúde, é rápido e o volume de sangue doado é reposto naturalmente pelo corpo em até 24 horas depois do processo. Para doar é necessário atender alguns requisitos básicos:

- ter entre 16 e 69 anos, 11 meses e 29 dias (menores de idade somente com autorização do responsável);
- pesar 50 quilos, no mínimo;
- estar alimentado;
- evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação;
- apresentar documento oficial com foto recente
- estar bem de saúde 

Restrições e impedimentos 

Ao realizar a triagem do doador, existe uma série de considerações que devem ser seguidas e que estão descritas na Portaria de Consolidação do Ministério da Saúde. Essas normas visam a proteção tanto do doador quanto do receptor e incluem: antecedentes de doenças e de uso de medicamentos, histórico de cirurgias e de procedimentos odontológicos, viagens para regiões de riscos de endemias ou epidemias até seu estilo de vida pessoal. 

Foto: Pexels.com

Principais impedimentos temporários:

- Resfriado: aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas.
- Gravidez.
- 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana.
- Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses).
- Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação.
- Tatuagem, maquiagem definitiva e micropigmentação (sobrancelhas, lábios, etc.): aguardar 12 meses; se feitas em estabelecimento adequado (seguro) e com todos os cuidados necessários (assepsia correta e material descartável), o prazo é de 6 meses.
- Qualquer procedimento endoscópico (endoscopia digestiva, colonoscopia, rinoscopia, etc.): aguardar 6 meses.
- Extração dentária (verificar uso de medicação) ou tratamento de canal (verificar medicação): por 7 dias.
- Cirurgia odontológica com anestesia geral: por 4 semanas.
- Acupuntura: se realizada com material descartável: 24 horas; se realizada com laser ou sementes: apto; se realizada com material sem condições de avaliação: aguardar 12 meses.
- Vacina contra gripe: por 48 horas.
- Vacina contra Coronavírus: 48 horas após cada dose (Coronavac e Covaxin); 7 dias após cada dose (AstraZeneca, Pfizer, Janssen-Cilag e Moderna). 
- Viagem ao exterior para qualquer país impede a doação por 30 dias, após o retorno. - Viagem no Brasil: estados como  Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins são locais onde há alta prevalência de malária. Quem esteve nesses estados deve aguardar 12 meses para doar, após o retorno. 

Ato de solidariedade

A hematologista alerta para a desinformação a respeito da doação de sangue: “Não é verdade que quem teve dengue não pode doar sangue. O candidato que teve dengue pode ser considerado apto 4 semanas após a cura da doença. No caso de dengue hemorrágica, o intervalo sobe para 6 meses após a cura”, finaliza dra. Fabiana Sinnott Ghaname.

Apesar dos avanços da comunidade científica, o sangue não pode ser sintetizado. A única forma de obtê-lo é através da doação de quem se dispõe a ajudar. Não se esqueça daqueles que se submetem a tratamentos e intervenções médicas de grande complexidade, como transfusões, transplantes, procedimentos oncológicos e cirurgias.  O sangue também é indispensável para que pacientes com doenças crônicas possam viver por mais tempo e com mais qualidade. Seja um doador e aumente o reconhecimento de que doar sangue é um ato de solidariedade que salva vidas. 

Onde doar? 

Localize pelo CEP ou por estado. Descubra qual hemocentro está localizado mais próximo de você: clique aqui 
Mais informações: acesse o site do Ministério da Saúde 

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