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Sinodalidade e participação: O Caminho para a Assembleia Eclesial

O Sínodo da sinodalidade culmina com a Assembleia Eclesial, em 2028

Foto: Vatican Media

No dia 11 de março de 2025, o Papa Francisco aprovou um caminho de acompanhamento do Sínodo sobre a Sinodalidade que culmina numa Assembleia Eclesial, em 2028.

Não se trata de uma simples “aplicação” de diretrizes vindas de cima, mas, sim, como um processo de “recepção” das orientações expressas pelo Documento Final

O secretário-geral do Sínodo, cardeal Mário Grech, comunicou aos bispos a implementação nas comunidades do Sínodo concluído em 2024, após três anos de debates e escutas sobre o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Esta fase é prevista pela Constituição Apostólica “Episcopalis communio” e segue as fases preparatória e de celebração.

Processo de recepção do Sínodo

A ideia do secretário-geral é que a fase de implementação do Sínodo não seja entendida como “uma simples aplicação de diretrizes vindas de cima”, mas sim como “um processo de recepção” do Documento final “adaptado às culturas locais e às necessidades das comunidades”, mantendo sempre o objetivo de tornar concreto o intercâmbio e o diálogo “entre as Igrejas e na Igreja como um todo”.

Um caminho de todos

No caminho da assembleia eclesial, é preciso que todos, sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos, sejam envolvidos.

De “importância fundamental” para esse processo de implementação é o envolvimento renovado de todas as pessoas que deram sua contribuição durante o Sínodo, para que a “escuta de todas as Igrejas” e o discernimento de seus pastores possam dar frutos. Portanto, os instrumentos básicos serão as equipes sinodais formadas por presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas, leigos e leigas, acompanhados pelo seu bispo. O secretário-geral recomenda que essas equipes sejam valorizadas e, se necessário, “renovadas, reativadas e adequadamente integradas”.

Os grupos de trabalho

Recorda-se que os grupos de trabalho, em número de dez, foram instituídos pelo Papa Francisco em março de 2024, com a tarefa de examinar questões que surgiram durante a primeira sessão da 16ª Assembleia Sinodal, realizada em 2023.

A Comissão de Direito Canônico, por outro lado, foi criada “de acordo com o Dicastério para os Textos Legislativos, a serviço do Sínodo”.

Etapas

No mês de março de 2025, foi feito o anúncio do caminho. Em maio, será publicado o Documento de Apoio que indicará detalhes da realização do mesmo. Entre junho de 2025 e dezembro de 2026, realizam-se os caminhos de implementação nas igrejas locais.

Depois, ao longo de 2027 e na primeira parte de 2028, haverá assembleias de avaliação: no primeiro semestre de 2027, ao nível local, no segundo semestre do mesmo ano, ao nível de Conferências Episcopais e nos primeiros seis meses de 2028, ao nível continental.

Em  junho de 2028, sairá o Instrumentum laboris, que será o documento básico a ser discutido durante a grande Assembleia Eclesial de outubro de 2028. 

Um novo estilo de Igreja

A pedido do Papa  Francisco, a reflexão concentrou-se não tanto nos temas individuais, mas na questão do método e do estilo da Igreja em nossos dias. E o debate abrange várias áreas, unidas pela “sinodalidade”, que não é um simples conceito ligado à “ampla participação” nas decisões relativas à vida da Igreja, mas que tem a ver com a maneira como a fé é vivida dentro e fora da comunidade cristã.

As principais questões que receberam mais atenção, mesmo fora da Igreja, foram: o papel das mulheres, a necessidade de transparência na gestão da vida das comunidades e a atitude de responsabilidade da qual ninguém, nem pastores nem fiéis, pode se esquivar hoje, se quisermos conferir credibilidade a cada ação da Igreja no mundo.


 

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