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É Tempo da Criação
Celebrado globalmente e de forma ecumênica no mês de setembro, o Tempo da Criação convida os 2,2 bilhões de cristãos no mundo a renovarem continuamente o compromisso com o cuidado da Casa Comum.
Como nasceu o Tempo da Criação
Em 1989, o Patriarca Ecumênico Demétrio I proclamou o dia 1º de setembro como o Dia de Oração pela Criação para os ortodoxos, marcando o início do ano litúrgico da Igreja Ortodoxa com a memória do ato criador de Deus.

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Seguindo essa liderança, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) transformou a celebração em uma vivência anual adotada por comunidades ao redor do mundo. Em 2015, o Papa Francisco estabeleceu o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação e, a partir de 2019, a Igreja Católica passou a celebrar formalmente todo o período do Tempo da Criação.

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Nos últimos anos, declarações de líderes de diversas tradições têm encorajado os fiéis a manterem viva essa reflexão. O período oficial da jornada comemora-se entre 1º de setembro e 4 de outubro, solenidade de São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia e figura querida por diversas denominações cristãs.
O significado de celebrar a Criação
Todos os anos, de 1º de setembro a 4 de outubro, os cristãos se unem no Tempo da Criação para celebrar:
- Reconhecer Deus como Criador;
- Contemplar a Criação como um ato divino contínuo que convoca ao amor e ao cuidado por toda a vida;
- Reconhecer que somos parte integrante de tudo o que Deus fez;
- Agradecer e lembrar que o bem-estar da humanidade está intrinsecamente ligado à saúde da Terra.
Em 2026, o tema é a ÁGUA

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A temática inspira-se na profecia de Ezequiel (Ez 47, 9.12):
“Em todo lugar por onde passar a torrente, os seres vivos que a povoam terão vida. Haverá abundância de peixes, pois, onde quer que essa água chegue, ela levará vida, de modo que haverá vida em todo lugar que a torrente atingir. Nas suas margens existirão pescadores, e haverá lugares para jogar as redes. Haverá muito peixe, das mesmas espécies de peixes do mar Mediterrâneo. Contudo, os brejos e pântanos não serão de água potável; serão deixados como reservas de sal. Nas margens da torrente, de um lado e do outro, haverá toda espécie de árvores com frutos comestíveis, cujas folhas e frutos não se esgotarão. Essas árvores produzirão novos frutos de mês em mês, porque a água da torrente provém do santuário. Por isso, os frutos servirão de alimento e as folhas de remédio.”
Na tradição bíblica expressa por Ezequiel, a água representa a presença e a bênção de Deus — trata-se de uma nova criação.
O símbolo escolhido para 2026 é a imersão em água viva. A proposta é para transformar. Os cristãos são imersos na água viva que flui do trono de Deus, adentrando nela cada vez mais, inspirados pelo Espírito de Deus, trabalhando juntos pela renovação da Criação.

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Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) alertam para a gravidade deste pecado social: 1,7 bilhão de pessoas não possuem acesso a serviços básicos de higiene em casa e 2 bilhões ainda carecem de água potável. Isso significa que 1 em cada 4 pessoas no mundo enfrenta riscos de saúde e de vida pela falta de água potável.
Diante disso, fica a provocação para o nosso dia a dia: como a sua paróquia, família, escola, comunidade ou organização tem vivenciado e praticado o cuidado com a criação? Ações concretas podem inspirar outras pessoas e demonstrar como a Água Viva continua a fluir no mundo.

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O que diz a Igreja
Na Mensagem para o Dia Mundial do Cuidado da Criação, o Papa Leão destaca pontos centrais para a reflexão ambiental e espiritual:
- Relação entre guerra e degradação: O Papa alerta que os conflitos armados não destroem apenas vidas e lares, mas causam uma devastação ecológica profunda que afeta gerações por meio da poluição de recursos essenciais como a água e o ar.
- Ferramentas da paz: A paz verdadeira não se constrói com armas de destruição, mas com "a verdade, o diálogo, a paciência, a bondade, a justiça, a misericórdia, a compreensão, o cuidado e o amor".
- Conversão do coração: O Papa defende que a crise ambiental e a violência global nascem de feridas interiores, exigindo uma renovação espiritual profunda e coletiva para transformar o deserto em jardim e a violência em comunhão.
(Confira na íntegra a Mensagem do Papa Leão aqui)
Guia para Celebração
Para que igrejas, comunidades e grupos mantenham vivas essas práticas durante todo o ano, está disponível o Guia para a Celebração, cujo link pode ser acessado em [TEMPO DA CRIAÇÃO].
O Papa Leão conclui sua mensagem com esta oração:
“Que o Senhor nos conceda a coragem de percorrer este caminho, para que, no nosso tempo, as espadas sejam verdadeiramente transformadas em relhas de arados, a promessa do Evangelho se enraíze mais profundamente no nosso mundo e a paz de Cristo reine sobre toda a criação”.
Produtos Paulinas
Mártir da criação: Dorothy Stang
Cantando o evangelho da criação - Canções inspiradas na Encílica Laudato Sí do Papa Francisco
