
Papa Leão XIV durante o Jubileu das Equipas sinodais e Organismos de participação. Foto: Vatican Media
Terminou com o Sínodo da sinodalidade? Jandira (RS)
A Igreja sempre foi sinodal. Sínodo e Igreja são sinônimos.
O caminho que estamos fazendo, o envolvimento de todo o povo, mostra que o Espírito Santo nos conduz de maneira a colocar em prática o que a constituição Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, afirmou:
Como todos os membros do corpo humano, apesar de serem muitos, formam um só corpo, assim também os fiéis em Cristo (cf. 1Cor 12,12). Também na edificação do Corpo de Cristo existe diversidade de membros e de funções. É um mesmo Espírito que distribui os seus vários dons segundo a sua riqueza e as necessidades dos ministérios para utilidade da Igreja (cf. 1Cor 12, 1-11).
Entre estes dons, sobressai a graça dos Apóstolos, a cuja autoridade o mesmo Espírito submeteu também os carismáticos (cf. 1Cor 14). O mesmo Espírito, unificando o corpo por si e pela sua força e pela coesão interna dos membros, produz e promove a caridade entre os fiéis. Daí que, se algum membro padece, todos os membros sofrem juntamente; e se algum membro recebe honras, todos se alegram (cfr. 1Cor 12,26).
A cabeça deste corpo é Cristo. Ele é a imagem do Deus invisível e Nele foram criadas todas as coisas. Ele existe antes de todas as coisas e todas Nele subsistem. Ele é a cabeça do corpo que a Igreja é. É o princípio, o primogênito de entre os mortos, de modo que em todas as coisas tenha o primado (cf. Col. 1, 15-18). Pela grandeza do Seu poder, domina em todas as coisas celestes e terrestres e, devido à Sua supereminente perfeição e ação, enche todo o corpo das riquezas da Sua glória (cf. Ef 1, 18-23) (7).
Todos os membros se devem conformar com Ele, até que Cristo se forme neles (cf. Gl 4,19). Por isso, somos assumidos nos mistérios da sua vida, configurados com Ele, com Ele mortos e ressuscitados, até que reinemos com Ele (cf. Fl 3,21; 2Tm 2,11; Ef 2,6; Cl 2,12; etc.).
Ainda peregrinos na terra, seguindo as Suas pegadas na tribulação e na perseguição, associamo-nos aos seus sofrimentos como o corpo à cabeça, sofrendo com Ele, para com Ele sermos glorificados (cf. Rm 8,17).
Existe, no Brasil, uma Equipe de Animação do Processo Sinodal. O bispo de Petrópolis (RJ), Dom Joel Portella Amado, é membro desta Equipe de Animação. Ele apresenta os próximos passos para a Igreja no Brasil no processo de implementação das orientações propostas pelo Sínodo sobre a Sinodalidade.
Dom Joel fala também sobre como a CNBB está acompanhando e orientando esse processo, o que já está sendo feito, de maneira prática, para que o caminho sinodal se torne realidade no cotidiano das Igrejas particulares e como as comunidades, paróquias e dioceses podem se engajar nesse processo de continuidade do Sínodo.
Etapas do Sínodo
Dom Joel destaca que o Papa Francisco pensou o Sínodo sobre a Sinodalidade em três etapas:
- A celebração, em 2023 e 2024;
- A aplicação de 2025 a 2028;
- Em 2028, uma Assembleia Eclesial para recolher os frutos deste processo.
“Segundo o Papa Francisco, a expectativa é que a Sinodalidade seja compreendida e implantada. No Brasil, não estamos começando do zero. Já existe muita coisa de escuta e participação acontecendo. Para motivar mais, a principal pista é a criação, em todos os níveis, de equipe de animação do processo sinodal”, disse dom Joel.
Dom Joel convida, no vídeo abaixo, toda a Igreja no Brasil a acompanhar o processo de recepção e vivência do Sínodo pelo site e redes sociais da CNBB. Veja em:
