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Tríduo Pascal: três dias que mudaram a história da humanidade

O Tríduo Pascal faz parte da Semana Santa


São os três dias em que se celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo.

Foto: Pixabay

Quinta-feira Santa: Missa da Ceia do Senhor, a última, onde Jesus se entrega. Celebra-se a instituição da Eucaristia, do sacerdócio e o mandamento do amor, o lava-pés.

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Sexta-feira Santa: celebra-se a Paixão do Senhor. Dia de abstinência e jejum. Não há missa. A liturgia inclui a adoração à Cruz e a comunhão.

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Sábado Santo: Vigília Pascal. Inicia-se com a bênção do fogo novo e do círio pascal. Segue a solene liturgia da Palavra, a liturgia Batismal, culminando com a liturgia Eucarística.

O que diz a Igreja

Partindo do Tríduo Pascal, como de sua fonte de luz, o tempo novo da ressurreição enche todo o ano litúrgico com sua claridade, como tão bem nos ensina o Catecismo da Igreja (1168).

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E a Igreja pergunta: Quem celebra esta grande festa? Como celebrar esta fonte de luz? Quando celebra? Onde celebra?

Quem celebra

"É toda a comunidade, o Corpo de Cristo unido à sua Cabeça, que celebra.  A assembleia que celebra é a comunidade dos batizados (1140-1141).

Como celebra

Celebra-se a Páscoa com sinais, símbolos e a Palavra. Devem ser valorizados: o livro da Palavra - lecionário ou evangeliário -, a sua veneração - procissão, incenso, luz -, o lugar da sua proclamação – ambão -, a sua leitura audível e inteligível, a homilia do ministro que prolonga a sua proclamação, cantos, respostas da assembleia, aclamações, salmos de meditação, litanias, confissão de fé (1154).

Quando celebra

Celebra-se no domingo de Páscoa, com a solene Eucaristia, memória viva do maior mistério do amor de Deus, do sacrifício de Cristo até às últimas consequências. No Concílio de Niceia, em 325, todas as Igrejas acordaram que a Páscoa cristã fosse celebrada no domingo depois da lua cheia (14 de Nisan), após o equinócio da primavera.  E o ano litúrgico é o desenrolar dos diferentes aspectos do único mistério pascal, desde a Encarnação e o Natal até Pentecostes (1170).

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Onde celebra

O culto se faz "em espírito e verdade" (cf. Jo 4,24). Não está ligado a um lugar determinado. A terra inteira é santa e nos foi entregue. O Corpo de Cristo ressuscitado é o templo espiritual. Nós todos, incorporados a Cristo pelo Espírito Santo, "somos o templo do Deus vivo", como diz São Paulo na carta aos Coríntios (2Cor 6,16). Os cristãos constroem edifícios destinados ao culto divino. Nesta casa de Deus, a verdade e a harmonia dos sinais devem manifestar o Cristo que está presente e age ali, como lembra a Sacrosactum Concilium, 7.

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O Papa Francisco, em 2021, falava do Tríduo Pascal. Dizia ele:“Viveremos os dias centrais do Ano litúrgico, celebrando o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. E vivemos este mistério cada vez que celebramos a Eucaristia. Quando vamos à Missa, não vamos apenas rezar, não: vamos renovar, repetir este mistério, o mistério pascal. É importante não esquecer isto. É como se fôssemos rumo ao Calvário - é a mesma coisa - para renovar, para repetir o mistério pascal”.

Não uma lembrança, mas uma presença perene do Senhor

Na noite de quinta-feira santa, inaugurando o Tríduo pascal, reviveremos a Missa que se chama in Coena Domini, isto é, a Missa em que se celebra a Última Ceia, o que aconteceu ali, naquele momento. Foi a noite em que Cristo entregou aos seus discípulos o testamento do seu amor na Eucaristia, não como lembrança, mas como memorial, como a sua presença perene.

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Cada vez que se celebra a Eucaristia,  renova-se este mistério da redenção. Neste Sacramento, Jesus substituiu a vítima sacrifical – o cordeiro pascal – consigo mesmo: o seu Corpo e o seu Sangue concedem-nos a salvação da escravidão do pecado e da morte. A salvação de qualquer escravidão está nisto.

É a noite em que Ele nos pede para nos amarmos, tornando-nos servos uns dos outros, como Ele fez ao lavar os pés dos discípulos. É um gesto que antecipa a oblação cruenta na cruz. Na verdade, o Mestre e Senhor morrerá no dia seguinte para purificar não os pés, mas os corações e a vida inteira dos seus discípulos. Foi uma oblação de serviço a todos nós, porque Ele redimiu-nos todos nós”, disse o Papa Francisco.


 

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