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O número de jovens diagnosticados com depressão praticamente dobrou depois da pandemia. A prevalência do transtorno em jovens na faixa etária entre 18 e 24 anos era de 7,7% e saltou para 14,8%.
O problema é global e afeta duramente a América Latina, onde, segundo as estimativas mais recentes do Unicef (braço da ONU para a infância), quase 16 milhões de jovens entre 10 e 19 anos têm algum transtorno mental. Isso equivale a 15% das pessoas dessa faixa etária.
A face mais triste desse fenômeno é o suicídio: mais de 10 adolescentes tiram a própria vida diariamente na América Latina, aponta o Unicef. Esta já é a terceira principal causa de mortes na faixa etária de 15 a 19 anos.
Mas afinal, será que o que você sente é apenas tristeza ou já é um quadro depressivo? Confira as perguntas que podem ajudá-lo a entender o que está acontecendo:
• Já passou por isso antes ou conhece alguém que passou por isso? Se já rolou, o que você fez?
• Quando tem um problema acontecendo, você prefere ficar na sua ou com alguém?
• Tem alguém que pode ajudar você?
• Pesquise e conheça os primeiros socorros emocionais.
Conheça os sintomas
A depressão é um transtorno de humor que pode acontecer uma vez, algumas vezes ou por toda a vida. Não se deve confundi-la com tristeza. Ela pode ter grande impacto no jeito de lidar com a vida e com as atividades do dia a dia. Os casos graves podem levar ao suicídio. Entre os sintomas mais comuns, estão:
• Tristeza que não vai embora;
• Perda de interesse ou prazer em coisas de que antes gostava;
• Sentimentos de culpa ou inutilidade;
• Baixa autoestima;
• Alteração de sono e apetite (para mais ou para menos);
• Cansaço que não vai embora mesmo depois de descansar;
• Falta de concentração;
• Vontade de morrer.
Peça ajuda
Para Caio Henrique Fonoff, 27 anos, a ajuda profissional é fundamental para vencer a depressão. “O que me fez encarar a doença de frente foi me ver sem rumo na vida, totalmente perdido, sem entender quem eu era, no que acreditava e achava de mim mesmo. Hoje enfrento tudo aquilo que me dá medo e insegurança, junto com o psiquiatra e o psicólogo. Acredito que todos nós precisamos de uma pessoa para nos ajudar a entender melhor quem somos e como vemos a vida, por isso considero a terapia essencial”, afirma.

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Sentir dor emocional pertence ao universo humano. “Não é fraqueza, nem vergonha, tampouco falta de Deus no coração. Essa dor precisa ser olhada, enfrentada, acolhida e tratada”, afirma o padre e suicidólogo, Licio de Araújo Vale. Ao perceber que não está bem, peça ajuda! Fale sobre o que o incomoda e como você se sente com alguém em quem confia. Os transtornos emocionais têm tratamento, procure um profissional da área da saúde mental.
Saiba mais:
- Leia a matéria Como lidar com a depressão entre os jovens?
- Baixe o Conteúdo Especial sobre Saúde emocional
- Informe-se acessando os dados da Organização Pan-Americana da Saúde.
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Juliana Borga é jornalista, três vezes vencedora do Prêmio Dom Hélder Câmara de Imprensa. É mãe coruja da Helena e adora escrever sobre temas que colaboram para um mundo mais humano e solidário. Instagram: @juborgajornalista
