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Vitamina D: importância para a saúde e o cuidado com o corpo

Essencial para a saúde dos ossos, a vitamina D também participa das defesas do organismo. Com a chegada da primavera, a renovação da natureza pode inspirar novos hábitos de cuidado com o corpo

Foto: Pexels

A primavera chega trazendo novas cores, flores e a sensação de que a natureza se renova. Esse movimento pode ser também um convite para olhar com mais atenção para o próprio corpo e para os cuidados que ajudam a preservar a saúde. Entre eles está a vitamina D, essencial para a saúde dos ossos e músculos e que também participa do funcionamento do sistema imunológico.

Apesar de ser conhecida como “a vitamina do sol”, a vitamina D é, na verdade, um hormônio. Sua principal função é ajudar o organismo a absorver o cálcio dos alimentos, permitindo que ele chegue aos ossos. “Quando falta vitamina D, o intestino absorve mal o cálcio da comida. Para não deixar o cálcio do sangue cair, o corpo tira cálcio do próprio osso”, explica o endocrinologista Ramon Marcelino, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).

Foto: Pexels

Quando essa deficiência persiste, pode enfraquecer os ossos, contribuindo para problemas como raquitismo em crianças, osteoporose e fraturas em adultos. A falta da vitamina também pode provocar fraqueza muscular e dificuldades para realizar atividades simples, como levantar da cadeira ou subir escadas.

Nem sempre mais é melhor

A importância da vitamina D, porém, não significa que doses maiores sejam necessariamente melhores. Segundo o especialista, os benefícios da suplementação são mais claros para quem apresenta deficiência. Em pessoas com níveis adequados, estudos não demonstraram que doses extras fortaleçam os ossos, evitem quedas ou previnam fraturas. “A vitamina D não é fortificante de osso. Ela corrige uma falta. Quem não tem a falta não ganha nada tomando”, ressalta dr. Ramon. 

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O mesmo cuidado vale para a imunidade. As células de defesa respondem à vitamina D e conseguem ativá-la no local de uma infecção, contribuindo para o combate aos microrganismos e para o controle da inflamação. Entretanto, os estudos sobre o uso da vitamina para prevenir gripes, resfriados e doenças autoimunes apresentam resultados variados. Quando há benefício, ele aparece principalmente entre pessoas que tinham deficiência.

E o sol?

A exposição solar é uma das principais formas de produção da vitamina D pelo organismo. Mas não existe um tempo de exposição que sirva para todas as pessoas: estação do ano, horário, idade e cor da pele interferem nesse processo.

"A vitamina D é, na verdade, um hormônio, cuja principal função é ajudar o organismo a absorver o cálcio dos alimentos, permitindo que ele chegue aos ossos", explica o endocrinologista Ramon Marcelino. Foto: Arquivo pessoal

Além disso, os raios ultravioleta que estimulam a produção da vitamina D também podem causar danos à pele. Por isso, o especialista reforça que a proteção solar não deve ser abandonada.

“Não existe uma quantidade de sol comprovadamente segura que produza bastante vitamina D sem aumentar o risco de câncer de pele. Por isso, não devemos trocar a proteção da pele pela tentativa de produzir vitamina D com o sol. Se houver deficiência, ela pode ser corrigida de forma mais segura com suplementação orientada”, explica.

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O inverno e a rotina em ambientes fechados também podem favorecer a deficiência. No Brasil, embora haja sol durante todo o ano, pessoas que trabalham em locais fechados, idosos que saem pouco de casa e indivíduos acamados podem apresentar níveis baixos da vitamina.

A alimentação também contribui, especialmente com peixes gordurosos, como sardinha, salmão, atum e cavala, além de gema de ovo, fígado e alguns cogumelos. Na prática, porém, é difícil obter toda a vitamina D necessária apenas pela alimentação.

Renovar os cuidados

A chegada da primavera pode ser uma oportunidade para retomar hábitos saudáveis: movimentar o corpo, alimentar-se melhor, estar ao ar livre e prestar atenção às necessidades do organismo.

Na perspectiva cristã, esse cuidado ganha uma dimensão ainda mais profunda: “Acaso não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo?” (1Cor 6,19). Cuidar da alimentação, proteger a pele, movimentar-se, buscar orientação quando necessário e evitar a automedicação são atitudes que expressam respeito pela vida e pelo corpo que nos foi confiado.

Foto: Pexels

No caso da vitamina D, equilíbrio é a palavra-chave. Tanto a deficiência quanto o excesso podem trazer problemas. Doses elevadas tomadas sem orientação podem aumentar o cálcio no sangue e na urina, favorecendo pedras e lesões nos rins, além de outros efeitos graves.

E há um detalhe importante: o excesso de vitamina D não acontece por tomar sol. A própria pele limita sua produção. O problema está principalmente no uso exagerado de suplementos.

Assim como a natureza que se transforma a cada primavera, cuidar da saúde é um processo contínuo. A orientação é reconhecer as necessidades do corpo, respeitar seus limites e fazer escolhas responsáveis.

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