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Dia 11 de outubro é o Dia da Pessoa com Deficiência. É celebrado em todo o país com o objetivo de promover ações de conscientização e reflexão sobre os direitos e a inclusão de pessoas com deficiência de maneira igualitária e sem preconceitos.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 17,3 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência no Brasil: auditiva, visual, intelectual, de locomoção.

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Muitos com deficiência auditiva
Segundo o IBGE, 10% da população brasileira possuem algum grau de comprometimento auditivo. Desse total, 2,7 milhões são surdas ou escutam com dificuldade.
Há um certo progresso na inclusão de pessoas com essas limitações, ajudadas por intérpretes ou tradutores intérpretes de línguas de sinais (TILS). Os intérpretes são pessoas essenciais para promover a autonomia das pessoas surdas e para fazer a ponte entre elas e as pessoas ouvintes.
Jardim Sensorial para inclusão de pessoas com deficiência intelectual
As pessoas com deficiência intelectual chegam a 1,2% da população, o que representa 2,5 milhões de brasileiros. Existem muitas instituições de apoio e ajuda a este público. Hoje, em muitos lugares, se desenvolve, por exemplo, o Projeto Jardim Sensorial.
Em Santa Felicidade (PR), foi inaugurado, em setembro deste ano, um Jardim Sensorial. O espaço tem cerca de 17 mudas de plantas e ervas, além de uma árvore com diversas espécies de suculentas, colocadas em vasos pintados pelos participantes.
Eles participam das atividades, desde o plantio de sementes e mudas, produzem, peneiram e aplicam o adubo nos vasos, além de cultivar e cuidar das plantas de forma ativa.
Os alunos têm a oportunidade de tocar, cheirar, sentir e observar de perto a beleza da natureza, desenvolvendo assim as suas habilidades sensoriais e cognitivas, de uma maneira lúdica e prazerosa.
E para os que têm dificuldade de locomoção?
Há mais de 13 milhões de pessoas com deficiência física no Brasil, o que corresponde a cerca de 23,92% da população.
São pessoas com alteração parcial ou total de um, ou mais membros do corpo, o que pode comprometer a sua locomoção. Existe certo interesse pela acessibilidade destas pessoas com deficiência, mas ainda há muito por fazer.
Irmã Maria Natividade Pereira, cadeirante, fala de sua experiência.
"Nós questionamos muito as igrejas. Parece que não querem a gente para rezar. A maioria delas, especialmente as católicas, tem muitas escadas.
Aquela ideia de que Deus tem que ficar num patamar mais alto. Olha a Catedral da Sé, em São Paulo, graças a Deus que a Catedral colocou aquela acessibilidade ao lado.
Nos Estados Unidos, existem elevadores de acessibilidade ou plataforma vertical de acessibilidade (PNE).
Também para pessoas de idade, mães com carrinho de bebê... Aqui, em São Paulo, onde eu consigo andar sem dificuldade, é na Avenida Paulista.
Lá tem também uma orientação para as pessoas com deficiência visual, com piso tátil de PVC, argamassa ou borracha. No meu bairro, são obstáculos os passeios, as calçadas.
Há uma disputa entre prefeitura e donos dos prédios. Cada um, acha que é competência do outro o ajuste e melhoria das calçadas. Os passeios são inclinados, escorregadios, cheios de buracos. Então, nós cadeirantes preferimos andar pela rua. O que é perigoso.
Alguns teatros também não foram pensados para os cadeirantes. As inclinações são horríveis. Temos que pensar que grande parte da população envelheceu.
Tem problemas nos joelhos, nos pés. Estive num restaurante em que havia 103 lugares. A dona resolveu reduzir os lugares. Porque, acima de 99, o restaurante é obrigado a ter lugares adaptados aos deficientes. Fui a este restaurante e a chefe teve que chamar dois cozinheiros para me carregar nas escadas. Fiz de propósito!
Pelo menos umas 4 vezes ao ano, vou à Rua 25 de Março, em São Paulo, para compras. Se tem espaço para as pessoas normais, tem também para mim. Eles me atendem muito bem. Existe grande solidariedade humana.
Na Itália, tive dificuldades, com portas estreitas. Na Capela Sistina, há uma adaptação. Tipo túnel pelo qual a gente é acompanhada de dois seguranças.
O mundo inteiro se mobiliza, mas ainda tem muito que se adaptar”.

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Perspectivas
A proposta do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite - é que a Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência aconteça na vida das pessoas, por meio da articulação de políticas governamentais de acesso à educação, inclusão social, atenção à saúde e acessibilidade.
